Somente vacinação ativa impedirá pandemia de gripe nos EUA, aponta estudo

(Embargada até as 15h, no horário de Brasília). Washington, 10 set (EFE).- Um grupo de cientistas afirmou hoje que somente uma campanha ativa de vacinação, que deve ser iniciada o mais rápido possível, impedirá que a gripe A se transforme em uma pandemia nos Estados Unidos.

EFE |

Pesquisadores do Centro Fred Hutchinson de Pesquisas do Câncer sugerem, em um relatório divulgado hoje pela revista "Science", que os primeiros alvos da vacinação devem ser as crianças e a campanha terá que incluir 70% da população.

Além das crianças de entre 6 meses e 18 anos de idade, os grupos de alto risco, que incluem funcionários de serviços médicos, pacientes de doenças crônicas e com sistemas imunológicos comprometidos, devem ser priorizados.

Segundo um dos autores do relatório, existe uma combinação de fatores que determinarão a rapidez no controle da pandemia do vírus A(H1N1), além de uma possível neutralização, até ele se torne mais fraco que o de uma gripe comum.

Entre esses fatores, indicou a vacinação efetiva da população junto com o início da inoculação pelo menos um mês antes que a propagação atinja seu ponto mais alto.

Segundo os cientistas, embora o isolamento social dos infectados pelo vírus e o uso de medicamentos antivirais possam ser parcialmente efetivos nos esforços para frear a propagação da gripe, a vacinação continua sendo o melhor método de controle.

De acordo com o último relatório divulgado pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), a gripe A causou a morte de 593 pessoas nos EUA, em um total de 9.079 casos hospitalizados.

Em todo o planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos confirmados chega a 209.438, com um total de 2.185 mortes.

No entanto, os casos nos EUA, incluindo as mortes, ocorreram em pleno verão (no hemisfério norte) e as autoridades de saúde temem que o surto epidêmico adquira mais força com a chegada do outono e do inverno, com a queda da temperatura.

Segundo observações epidemiológicas feitas no estudo, as crianças fazem parte do grupo que apresenta a maior incidência de infecções pelo vírus, tanto nos EUA, quanto em outras partes do mundo.

De acordo com uma pesquisa realizada em uma escola privada de Nova York, em abril, um estudante infecta uma média de 2,4 colegas.

As autoridades de saúde dos EUA iniciaram, há dois meses, os testes de uma vacina contra o vírus A(H1N1), mas advertiram que ela não estará pronta antes de 21 de setembro. EFE ojl/pd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG