Somalis sequestram funcionários de organização humanitária

Um dinamarquês e uma americana do Danish Demining Group foram raptados enquanto estavam a caminho de aeroporto na Somália

iG São Paulo |

Somalis armados sequestraram nesta terça-feira dois funcionários de grupos de ajuda humanitária estrangeiros que atuavam no centro-norte da Somália. Segundo autoridades ouvidas pela Associated Press, as vítimas eram um dinamarquês de 60 anos e uma americana de 30 anos que trabalhavam para o Danish Demining Group (Grupo Dinamarquês Desminagem, em tradução literal) e foram raptados próximo ao aeroporto Galkayo.

AP
Somalis muçulmanos se reunem para rezar na sexta-feira por paz e chuva em Hodan, sul da capital Mogadíscio (23/9)

As informações foram obtidas pela agência por dois oficiais em Nairóbi, no Quênia, que não quiseram se identificar. A mulher sequestrada, segundo as fontes, seria uma ex-professora. Os funcionários, de acordo com o policial Ahmed Hohamed, foram levados enquanto estavam a caminho do aeroporto.

Galkayo é dividido em dois: uma porção ao norte está sob o comando da região semiautônoma de Puntland, e a parte sul, sob a tutela de um clã chamado Galmudug. Mohamed disse que os funcionários atravessaram a fronteira para a parte sul da cidade e foram raptados lá.

O grupo dinamarquês ajuda a desarmar minas que permanecem no solo somali e ensina a comunidade sobre os perigos desses territórios, segundo informa seu site oficial. A função exata dos sequestrados não foi esclarecida até o momento.

Esse sequestro ocorreu a apenas algumas semanas do rapto de duas espanholas que trabalhavam para a Médicos Sem Fronteiras em um campo de refugiados no Quênia, além do sequestro de turistas europeias na costa do país vizinho à Somália. Terroristas somalis foram apontados como suspeitos nesses casos.

Por conta desses sequestros, o Quênia enviou cerca de 1,6 mil soldados ao sul da Somália para atacar os militantes do Al-Shabab, grupo ligado à Al-Qaeda que vem sido responsabilizado como autor dos raptos, embora os porta-vozes do grupo neguem a acusação .

A província semiautônoma de Puntland é considerada mais estável que o resto dsa Somália, que tem em seu território gangues de piratas, milícias de insurgentes islâmicos e um fraco governo apoiado pela ONU na capital. Há 20 anos, o país não conta com um governo central efetivo.

Com informações da AP e BBC

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