Somali que agrediu desenhista dinamarquês é condenado

Mohammed Geele, de 29 anos, foi sentenciado a nove anos, terá de pagar multa a cartunista e será deportado

iG São Paulo |

Um tribunal de Aarhus, no oeste da Dinamarca, condenou nesta sexta-feira a nove anos de prisão e à expulsão posterior do país um somali por tentar assassinar o desenhista dinamarquês Kurt Westergaard, autor de uma caricatura de Maomé que criou polêmica no mundo islâmico. 

O somali de 29 anos Mohammed Geele havia sido declarado pelo mesmo tribunal culpado de um delito de terrorismo e tentativa de assassinato de Westergaard, assim como agressão grave a um dos policiais que teria sido alertado pelo desenhista. 

Apesar de a Promotoria reivindicar uma pena de no mínimo 12 anos e a expulsão do país, a juíza Ingrid Thorsboe condenou o somali a nove anos de prisão e expulsão da Dinamarca. A defesa do réu, no entanto, pediu metade dos anos de prisão e a não deportação da Dinamarca. Além da prisão e da deportação, o somali de 29 anos "precisa pagar uma multa de US$ 1, 83 mil dólares para Kurt Westergaard, assim como cobrir os custos do julgamento", completou a juíza. 

A condenação é a primeira na Dinamarca por um ato de terrorismo concreto desde a entrada em vigor da nova legislação antiterror, após os atentados do dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. 

Durante o julgamento, a Promotoria insistiu na acusação de terrorismo, baseada na premissa de que o somali agiu inspirado por organizações fundamentalistas como Al-Qaeda e Al-Shahab. A defesa alegou, por outro lado, que a intenção do agressor era apenas agredir o desenhista de 75 anos e não a população dinamarquesa, o que não sustenta a acusação de terrorismo.

Geele invadiu a casa de Westergaard no ano passado, com um machado nas mãos e gritando: "Você tem de morrer! Você vai para o inferno!", de acordo com o depoimento do cartunista feito no tribunal no mês passado. 

Westergaard, que enfrentou diversas ameaças de morte desde a publicação de uma charge com Maomé no jornal dinamarquês Jyllands-Posten em 2005, disse ter escapado da morte ao fugir para um quarto e chamar a polícia.

*Com EFE e AFP

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