Soltos membros de missão da ONU raptados na Somália

Copenhague, 28 jun (EFE).- Um sueco e um dinamarquês enviados à Somália pela Agência de Serviços de Resgate da Suécia (RSSA, na sigla em inglês) para participarem de uma missão da ONU foram libertados hoje, depois de terem passado várias horas em poder de um grupo de milicianos islâmicos.

EFE |

Os dois homens, que trabalhavam limpando campos minados, foram seqüestrados em Hodur, a noroeste de Mogadíscio, e, horas depois, foram soltos sãos e salvos na cidade de Wajid.

Ali Omar Abdi, subcomissário dessa localidade, confirmou à Agência Efe a libertação dos seqüestrados.

"Os rebeldes contataram anciãos da comunidade e entregaram-lhes os reféns, entre os quais também havia um somali", disse Abdi por telefone.

Segundo a RSSA, seus dois funcionários serão levados para localidade de Baidoa e, de lá, para Nairóbi.

Desde agosto passado, a RSSA trabalha em parceira com a ONU limpando campos minados da região, atividade que deveria ser concluída até setembro e na qual, até o seqüestro, trabalhavam nove pessoas.

Devido ao rapto, todo o pessoal da agência sueca deixará a Somália. Porém, o chefe de operações internacionais do órgão, Kjell Larsson, disse que o trabalho no país será retomado em breve.

Enquanto os dois trabalhadores da RSSA eram libertados, a ONU também evacuou os 15 funcionários que têm na região, por considerar que a segurança do grupo não estava assegurada.

A transferência do pessoal da ONU supõe um forte revés para as atividades da organização na Somália, onde mais de 1,5 milhão de pessoas que dependem da sua ajuda. EFE alc/sc

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