Paris, 22 ago (EFE).- Maxime Brunerie, condenado a dez anos de prisão por ter tentado matar o então presidente da França em 2002, Jacques Chirac, foi solto no começo do mês após ter cumprido três quartos de sua pena, informou hoje o jornal France-Soir.

Segundo a publicação, Brunerie, que atualmente tem 32 anos, deixou a prisão de Val-de-Reuil (norte) no último dia 3.

Sébastien Tesler, advogado do condenado e que anunciou a libertação do cliente, afirmou ao "France-Soir" que Brunerie "virou a página" e assumiu todo o ocorrido sem nenhum problema durante os "sete longos anos" que passou na prisão.

Em 14 de julho de 2002, camuflado na multidão que acompanhava a parada militar do Dia da Bastilha, Brunerie sacou uma arma e mirou no chefe do Estado, que cruzava a Champs-Elysées em carro aberto.

A intervenção de um espectador, que desviou o disparo, impediu que Chirac fosse atingido. Com ajuda de outras pessoas, Brunerie foi imobilizado, não sem antes tentar apontar a arma para si, segundo a versão de várias testemunhas.

Durante o julgamento, o atirador disse que queria "fazer algo histórico". A Promtoria, por sua vez, descartou possíveis motivações políticas na tentativa de magnicídio. EFE pi/sc

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.