Solo marciano seria propício à vida, segundo cientistas da Phoenix

O solo marciano é aparentemente propício à existência de vida segundo a análise de uma primeira amostra coletada pela sonda americana Phoenix, uma conclusão preliminar considerada animadora pelos cientistas da missão.

AFP |

Reuters/Nasa

           Imagem da superfície de Marte capturada pela sonda Phoenix

No entanto, eles se negaram a dizer se uma forma de vida primitiva poderia existir no Planeta Vermelho.

"Não há nada na superfície que impeça a vida, pelo contrário, parece ser bem propícia, sem nada tóxico", declarou Samuel Kounaves, chefe do laboratório de Química Úmida do TEGA (Thermal and Evolved Gas Analyzer) durante uma entrevista coletiva à imprensa por telefone.

"O solo que temos em Marte é o tipo de solo que vocês encontram nos seus jardins e no qual vocês poderiam plantar coisas, como aspargos, sem problemas e isso é muito animador", acrescentou, explicando que os cientistas da missão ficaram empolgados na quarta-feira com esses resultados.

Nós basicamente achamos o que parecem ser os requisitos necessários, os nutrientes, para suportar vida, seja no passado, presente ou futuro", disse o químico Sam Kounaves, da Universidade de Arizona, que participa do projeto.

"Encontramos o que parece ser necessário para que a vida possa existir no passado, no presente e no futuro, principalmente nutrientes", prosseguiu o cientista, indicando que se tratava de minerais e não de nutrientes orgânicos. Ele mencionou o magnésio, o potássio, o sódio e o cloro.

"Os resultados preliminares dessa análise representam também um indício a mais de que já houve água líquida no solo de Marte em um determinado momento em sua história", revelou também Samuel Kounaves.

Os resultados dessa análise são muito parecidos aos de análises de solo feitas na Terra nos desertos e "essa é a parte animadora", disse.

Plantação de aspargo

A análise foi feita em um centímetro cúbico de solo retirado de 2,5 cm abaixo da superfície de Marte. A terra foi retirada com braço robótico da sonda.

O material foi então testado com a técnica de "química úmida", que envolve misturar solo com água trazida da Terra e aquecer o material em um dos oito fornos da sonda.

A Phoenix aterrissou em Marte depois de uma viagem de dez meses. O estudo geológico do planeta vai durar três meses.

Acredita-se que o local onde a Phoenix aterrissou possa ter grandes quantidades de água abaixo da superfície.

Na semana passada, cientistas disseram que tinham certeza de que existe água no planeta. Até o momento, a sonda não detectou nenhum sinal de carbono orgânico, um outro elemento fundamental para a vida.

(*Com informações da agência AFP e BBC Brasil) 

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