Soldados paquistaneses matam até 15 militantes em combate

Por Augustine Anthony ISLAMABAD (Reuters) - Soldados paquistaneses mataram até 15 militantes em uma região tribal do noroeste do país depois de o governo não ter conseguido selar um cessar-fogo para colocar fim a semanas de combate entre xiitas e sunitas daquela área, disseram autoridades.

Reuters |

A ação militar em Kurram, uma região famosa por sua violência sectária, foi lançada na noite de terça-feira após o final de um prazo para que os militantes interrompessem os combates responsáveis por matar dezenas de pessoas, afirmaram autoridades da área.

O aumento da violência militante no Paquistão, nos últimos anos, causou preocupação tanto entre os que investem no país quanto entre os aliados estrangeiros dele (com destaque para os EUA).

Um comunicado divulgado pelo Ministério do Interior em Islamabad afirmou que um grupo de líderes anciãos de tribos foi enviado a Kurram a fim de negociar um cessar-fogo. Mas os soldados receberam ordens para agir quando os dois lados recusaram-se a suspender os combates, resultando na morte de algo entre dez e 15 membros do Taliban paquistanês.

Não se sabe ao certo quando as mortes ocorreram já que a ação militar lançada durante a noite continuava a desenrolar-se na quarta-feira.

'A FC (Força Policial da Fronteira) recebeu luz verde para entrar em ação, algo considerado necessário diante da violação do cessar-fogo', afirmou o comunicado.

Milhares de paquistaneses foram mortos nas últimas décadas em choques entre a maioria sunita e a minoria xiita do país.

Esse último grupo responde por cerca de 15 por cento da população paquistanesa, de mais de 160 milhões de pessoas.

Um suposto homem-bomba matou 31 pessoas na terça-feira, em uma cidade do noroeste do Paquistão. O ataque, segundo a polícia, seria uma ação sectária.

Em um incidente separado, forças de segurança vêm enfrentando militantes em uma outra região tribal do noroeste, Bajaur (na fronteira com o Afeganistão), conhecida por servir de abrigo para membros da Al Qaeda e do Taliban.

Ao menos 20 militantes foram mortos na terça-feira ali e o Ministério do Interior disse que 'grandes baixas' foram sofridas pelos insurgentes em um combate ocorrido durante a noite, quando um posto da Força de Fronteira localizado na área de Matak (Bajaur) foi atacado.

Desde julho do ano passado, o Paquistão vê-se atingido por uma onda de violência militante, em particular no noroeste de seu território. Centenas de pessoas foram mortas, entre as quais muitos membros das forças de segurança.

A violência diminuiu quando o governo de coalizão que subiu ao poder após a eleição de fevereiro iniciou negociações com os militantes. Mas essA trégua chegou ao fim e os insurgentes intensificaram seus ataques depois de o principal líder deles, Baitullah Mehsud, haver suspendido as negociações de paz, em junho.

Ainda não se sabe ainda se o governo manterá a linha dura em questões de segurança agora que o presidente Pervez Musharraf, ameaçado pela coalizão governista de sofrer um impeachment, renunciou a seu cargo.

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