Soldados israelenses atirarão em caso de sequestro de companheiro

Jerusalém, 10 set (EFE).- O Exército israelense ordenou a seus soldados que abram fogo em casos de sequestro de um companheiro por milicianos palestinos, ainda que isso signifique colocar em perigo a vida do refém.

EFE |

A nova política foi divulgada pelo comandante da Brigada Nahal do Exército israelense, coronel Moti Baruch, em entrevista que será publicada amanhã pelo "Ha'aretz" e da qual o jornal antecipa hoje alguns trechos.

O coronel Baruch declara que ele mesmo deu essa ordem a suas forças, há dois meses posicionadas ao redor da Faixa de Gaza.

"Os oficiais no terreno podem dizer outra coisa, mas o que eu digo aos soldados é, primeiro, evitar qualquer vítima civil, a infiltração (de terroristas) a comunidades (ao redor de Gaza) e que franco-atiradores disparem nos agricultores", afirma o militar.

Paralelamente, destaca que há ameaças "muito sérias" que milicianos palestinos tentem sequestrar soldados e que seus homens devem ter muito claro que sua missão é evitar isso.

"A mensagem é que nenhum soldado seja capturado e é uma mensagem inequívoca", ressalta, e reconhece que, em seus cálculos de resposta armada, inclui "que a vida do refém seja colocada em perigo".

O sequestro de soldados é o maior "pesadelo" dos Governos israelenses, que no passado trocaram estes reféns em poder de diferentes grupos por milhares de presos palestinos e libaneses.

Desde 2006, três milícias palestinas têm em seu poder o soldado israelense Gilad Shalit, e pedem por ele mais de mil detidos palestinos em prisões israelenses, várias dezenas condenados por sangrentos atentados suicidas.

Em referência ao sequestro de Shalit, Baruch afirma que os soldados que viram os milicianos levá-lo para Gaza deveriam ter atirado contra eles, inclusive com o risco de ter matado Shalit. EFE elb/an

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