Soldados franceses feridos no Afeganistão denunciam erros durante o ataque

Paris, 20 ago (EFE).- Soldados franceses feridos em uma emboscada insurgente no Afeganistão que custou a vida de dez militares dessa nacionalidade denunciaram erros militares na operação, informa hoje o jornal Le Monde.

EFE |

Onze dos 21 militares franceses feridos no ataque da segunda-feira chegaram hoje a Paris para serem atendidos em vários centros da capital.

Os outros continuam hospitalizados em Cabul, onde receberam a visita do presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Segundo soldados feridos contatados pelo jornal na capital afegã, o número de vítimas na emboscada se explicaria, em particular, pela "lentidão da reação do comando e sérios problemas de coordenação".

A unidade de reconhecimento encarregada de avançar a pé até o porto de montanha, onde caiu na emboscada, ficou sob o fogo inimigo "durante quase quatro horas, sem (receber) reforços", disseram.

Além disso, os ataques aéreos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que deviam permitir aos soldados sair da emboscada erraram o tiro e atingiram militares franceses, que também receberam disparos de soldados afegãos situados mais abaixo.

Também foi cortada a comunicação por rádio com unidades de outro regimento francês que faziam parte do destacamento, o que causou uma grande frustração entre os militares presos no fogo cruzado.

Os feridos denunciam também que não estava prevista de antemão uma força de reação rápida para uma missão deste tipo.

Sobre as informações do jornal, o chefe do Estado-Maior do Exército francês, Elrick Irastorza, disse que cada vez que há incidentes deste tipo analisam "o que aconteceu".

"Chegará um momento no qual será preciso tirar as lições profissionais desta operação", disse o general à imprensa no aeroporto de Orly, em Paris, onde foi receber os onze feridos repatriados.

O secretário de Estado da Defesa francês, Jean-Marie Bockel, que acompanhava o general, disse que não é momento de polêmica, mas o da "compaixão e união nacional" em torno dos soldados. EFE al/an

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