Soldados britânicos no Iraque vão temporariamente ao Kuwait

Londres, 28 jul (EFE).- Os poucos soldados do Reino Unido (entre 100 e 150) que continuavam no Iraque se retiraram temporariamente para o Kuwait, à espera de que o Parlamento iraquiano ratifique o acordo que permite sua continuidade em território iraquiano.

EFE |

Segundo confirmou hoje o Ministério da Defesa do Reino Unido, a mudança ocorreu, porque o mandato que autoriza as forças britânicas a permanecer em território iraquiano termina na próxima sexta-feira.

Os Governos de Londres e Bagdá conseguiram, em 6 de junho, um acordo para que um pequeno contingente militar britânico continue no país, com o objetivo de formar a Marinha iraquiana.

No entanto, o acordo tem que ser aprovado pelo Parlamento iraquiano, que possivelmente só tratará o assunto até o final de setembro, devido ao recesso de verão (hemisfério norte) e à realização do Ramadã.

"Infelizmente, o Parlamento iraquiano não ratificou ainda (o acordo) por um atraso procedimental. Superou com sucesso a primeira e segunda leitura, mas não a terceira e última", disse o porta-voz.

"Continuamos buscando uma solução com o Governo iraquiano que ofereça a nossas forças a sólida base legal de que precisam. Devemos respeitar o processo democrático iraquiano", acrescentou a fonte oficial.

À revelia dos soldados britânicos, tropas dos Estados Unidos assumirão suas responsabilidades até que existam as condições legais para seu retorno.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciou em dezembro do ano passado, em uma visita ao Iraque, a retirada das forças do Reino Unido, que terminaram sua missão em 31 de maio.

O Reino Unido mantinha naquele momento cerca de 4,1 mil militares confinados em uma base militar a 20 quilômetros ao oeste da cidade de Basra, após ceder o controle da segurança da província de mesmo nome às forças iraquianas, no ano passado.

Um total de 179 soldados britânicos morreu no Iraque desde 20 de março de 2003, quando a coalizão liderada pelos Estados Unidos atacou o país para derrubar o ditador Saddam Hussein.

A retirada militar dá agora via livre à investigação sobre a participação britânica na guerra, anunciada por Brown em junho perante o Parlamento, sobre a qual o responsável John Chilcot dará detalhes na próxima quinta-feira. EFE pa/an

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