Soldado usou simulação de afogamento para punir filha, diz jornal

Um soldado americano do Estado de Washington (noroeste do país) foi acusado de submeter sua filha de quatro anos a um tipo de simulação de afogamento, conhecida em inglês como waterboarding. Essa é uma técnica de interrogatório, considerada tortura, que ficou conhecida ao ser usada por agentes da CIA (Agência de Inteligência dos Estados Unidos) em suspeitos de terrorismo durante o governo do ex-presidente americano George W.

BBC Brasil |

Bush (2001-2009).

Joshua Tabor, de 27 anos, foi preso na noite de domingo e liberado sob fiança de US$ 10 mil nesta segunda-feira, de acordo com um jornal da cidade de Tacoma, o The News Tribune.

Tabor teria submetido a filha à simulação de afogamento devido ao fato de a menina não ter conseguido recitar as letras do alfabeto.

O soldado da base de Lewis-McChord, que fica na cidade de Tacoma, foi preso depois de ter sido visto andando pelo bairro onde mora, usando seu capacete militar e ameaçando quebras janelas.

A polícia foi chamada e descobriu o que Tabor tinha feito à filha quando falou com a namorada do soldado, que não é a mãe biológica da criança.

Pia da cozinha
Ao chegar à casa, a polícia encontrou a menina escondida dentro de um armário, com medo do pai e com marcas no pescoço, queixo, braços e pernas. Questionada sobre quem tinha feito as marcas, a menina respondeu: "Papai fez isto".

Ao falar com a polícia, Tabor afirmou que ele e a namorada seguraram a criança na pia da cozinha e afundaram sua cabeça na água "três ou quatro vezes, até a água chegar à testa e queixo dela".

O soldado ainda disse à polícia que sua filha tem medo de água e "estava se contorcendo, tentando escapar da água". Tabor afirmou que não acreditava que estava fazendo algo errado com sua filha.

O sargento da polícia local Rob Carlson confirmou ao jornal The News Tribune que a menina foi punida por não ter recitado as letras do alfabeto.

Depois de liberado sob fiança, Tabor foi confinado à base militar de Lewis-McChord. Esta era a condição para sua libertação.

O soldado também não poderá manter contato com sua namorada ou com a filha.

A criança foi levada pelos Serviços Sociais locais, de acordo com informações da polícia. A mãe biológica mora no Estado do Kansas.

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