Soldado russo mata 3 militares na Chechênia e se suicida

Moscou, 13 abr (EFE).- Um soldado russo matou outros três militares na Chechênia e depois tentou se suicidar disparando um tiro na cabeça, informou hoje o serviço de imprensa do distrito militar do Cáucaso Norte da Rússia.

EFE |

"O militar, que prestava serviço por contrato e se encontrava em um posto de controle, abriu fogo com seu fuzil automático Kalashnikov e matou o comandante de sua unidade e outros dois soldados", disse um porta-voz à agência "RIA Novosti".

Em seguida, o soldado disparou um tiro em sua própria cabeça e foi hospitalizado em estado muito grave, explicou o representante da região militar.

A fonte indicou que o incidente ocorreu ontem à noite em um posto de controle do Exército russo situado perto da localidade de Borzoi, no distrito checheno de Shatoi.

Representantes da Polícia chechena disseram ao site russo "Gazeta.ru" que, aparentemente, não foi um assassinato premeditado, mas sim um acidente ocorrido devido ao manejo negligente da arma, após o qual o soldado teria tentado se suicidar.

Uma comissão do Estado-Maior do distrito militar russo do Cáucaso Norte, que inclui a república autônoma russa da Chechênia, viajou ao lugar do incidente para investigar as circunstâncias do homicídio.

Além disso, hoje mesmo outro soldado morreu na Chechênia por causa da explosão de uma mina quando uma unidade federal rastreava uma floresta perto da cidade de Komsomolskoye, informou às agências um porta-voz do Ministério do Interior checheno.

A fonte acrescentou que outro soldado armado desertou ontem de sua unidade localizada na cidade chechena de Novo-Sharoy e está sendo procurado pela Polícia e patrulhas militares.

O presidente checheno, Ramzan Kadyrov, solicitou recentemente ao Kremlin para pôr fim oficialmente à operação antiterrorista lançada em outubro de 1999 pelas autoridades federais da Rússia na república autônoma.

Kadyrov argumenta que a situação na Chechênia é atualmente mais tranquila do que nas repúblicas russas vizinhas da Inguchétia e Daguestão, onde operam numerosos grupos de extremistas islâmicos.

EFE si/bba

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