Soldado israelense que atirou em palestino detido retorna ao Exército

Jerusalém, 22 jul (EFE).- O soldado israelense que foi filmado na Cisjordânia enquanto atirava contra um palestino algemado e com os olhos vendados retornou a sua unidade após dois dias de detenção, informou hoje a imprensa local.

EFE |

O soldado defendeu ontem perante os investigadores do Exército que seu superior, o tenente-coronel Omri, ordenou três vezes que atirasse no palestino detido, que ficou ferido no pé.

Omri assegurou, por outro lado, que apenas pediu que o soldado mostrasse sua arma para assustar o detido.

A defesa do autor do disparo tinha pedido sua libertação por considerar que ele não representa um perigo para a sociedade.

Essa mesma amanhã, o Exército israelense anunciou a abertura de uma investigação sobre o incidente filmado, divulgado pela ONG israelense B'Tselem e gravado por uma adolescente palestina na aldeia cisjordaniana de Nilín durante um protesto contra o muro de separação israelense no último dia 7.

"Tratamos isso de uma forma muito séria" e "quando terminar a investigação serão tomadas decisões", disse à Agência Efe a comandante Avital Leibovitz, porta-voz do Exército israelense.

A vítima, Ashraf Abu Rahma, um palestino de 27 anos que participava do protesto, foi detido por soldados israelenses durante meia hora e agredido pelas tropas do Estado judeu.

No vídeo, é possível ver como um soldado israelense atira, com um fuzil, contra as pernas do detido a uma distância aproximada de um metro e meio.

Abu Rahma disse que a bala atingiu seu polegar esquerdo e que recebeu tratamento de um médico militar, antes de ser liberado. EFE ap/rr

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