Bogotá, 17 ago (EFE).- O ex-soldado colombiano Tito Velásquez, que foi refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) junto a outros 120 militares de um posto arrasado em 1998 pela guerrilha, assegurou que vive de reciclar lixo em uma região vizinha a Bogotá.

Velásquez disse, em reportagem publicada hoje pelo jornal de Bogotá "El Tiempo", que não pode continuar, por incapacidade, no Exército, mas que também não recebe uma pensão.

O ex-soldado assegurou que "no momento da libertação foram feitas mil promessas, mas na realidade tudo era mentira".

"O Exército e o Governo me deixaram só, e a única coisa que peço é que me ajudem a sair desta situação", acrescentou o ex-soldado, de 30 anos.

Velásquez sobreviveu ao devastador ataque à base militar de Miraflores, no sudeste do país, cometido há quase dez anos pelas Farc e depois foi feito refém junto a outros 120 militares. EFE jgh/rr

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