Soldado diz que Obama não é presidente dos EUA e se nega a combater

Washington, 14 jul (EFE).- O comandante americano Stefan Frederick Cook se recusa a ir à guerra no Afeganistão, porque afirma que Barack Obama não é presidente, já que não nasceu nos EUA, informou hoje o jornal Ledger-Enquirer, de Columbus (Geórgia).

EFE |

Obama nasceu no Havaí em 1961, dois anos depois que esse arquipélago se transformou no 50º estado dos Estados Unidos. A Constituição americana estipula que, para ser presidente, a pessoa deve ter nascido em solo do país.

Mas desde que Obama iniciou sua campanha presidencial, circulou a versão de que ele não é cidadão nato dos Estados Unidos.

O advogado de Cook, Orly Taitz, que também questionou a legitimidade da Presidência de Obama perante outras cortes, apresentou na semana passada um pedido a um tribunal federal para que se impeça o envio do oficial à guerra e se reconheça sua situação como objeção de consciência.

O diário afirmou que, em um documento de 20 páginas apresentado a um tribunal na Geórgia, Taitz pediu aos juízes que concedam a seu cliente o status de objetor, porque ele acredita que Obama não é cidadão natural dos Estados Unidos e, portanto, não pode ser comandante-em-chefe das Forças Armadas desse país.

Cook acrescentou em seu pedido que "atuaria em violação da lei internacional se participasse de ações militares fora dos Estados Unidos sob o comando deste presidente, e, portanto, possível sujeito de processamento como criminoso de guerra".

Comandante na reserva do Exército, Cook recebeu em 9 de junho as ordens de mobilização no serviço ativo.

Na quinta-feira, afirmou o jornal, haverá uma audiência judicial para o estudo da solicitação de Cook. EFE jab/an

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