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Soldado da Legião Estrangeira acusado de assassinato seria brasileiro

Um soldado da Legião Estrangeira acusado de matar quatro pessoas no Chade seria brasileiro, segundo informações da imprensa francesa, que cita fontes do Exército francês.

BBC Brasil |

O jornal francês Le Figaro afirma que esse soldado já havia sido punido por deserção em outro país africano no ano passado e que a missão no Chade seria "uma segunda chance" dada pelo exército francês ao integrante da Legião Estrangeira.

Depois de dois dias foragido, o soldado supostamente brasileiro foi detido nesta quinta-feira pela polícia militar do Chade nos arredores de Abéché, no leste do país, enquanto tentava beber água em um poço.

Ele teria um irmão que serve na Legião Estrangeira e que também está em missão no Chade atualmente.

'Loucura'

O soldado supostamente brasileiro, de 27 anos, teria tido um "acesso de loucura" e matado, na terça-feira, em Abéché, dois outros soldados da Legião Estrangeira, um militar togolês e também um camponês chadiano, de quem roubou o cavalo para fugir.

O jornal Le Figaro afirma que o soldado acusado de quatro mortes já teria causado problemas, em junho do passado, em uma missão da Legião Estrangeira em Djibuti, no leste da África.

Segundo o coronel Benoît Royal, do serviço de comunicação do Exército francês, citado pelo jornal, a missão em Djibuti havia sido a primeira desse soldado.

"Ele se queixava de estar deprimido e fugiu para a Etiópia. Ele foi preso três dias depois e repatriado à França. Ele foi sancionado durante trinta dias", disse o coronel ao jornal.

"O soldado obteve, no entanto, uma segunda chance, após ter sido transferido para outra companhia da legião", afirmou Royal.

O soldado supostamente brasileiro havia chegado ao Chade no mês passado. Na terça-feira, ele teria tido uma violenta briga com colegas de seu grupo e teria sido convocado por seus superiores, afirma o Le Figaro, citando "um oficial militar francês".

Ele teria ido dormir para se acalmar e, ao acordar, teria pego seu fusil e começado a atirar, escreve o Le Figaro.

Segundo a revista francesa Le Point, que cita "fontes militares", o soldado acusado das mortes havia realizado, há dois anos, os testes psicológicos exigidos para ingressar na Legião Estrangeira, além de "exames psicotécnicos em sua língua materna".

"Ele era considerado um bom elemento e tinha um bom nível geral, oficializado no Brasil por um diploma equivalente ao certificado técnico superior" francês, escreve o Le Pointem seu site na internet.

O soldado, preso pela polícia militar do Chade, deverá ser entregue às autoridades francesas para ser julgado pelo Tribunal Militar de Paris.


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