Solana sinaliza que acordo de associação UE-CAN pode ser feito de outro modo

Bogotá, 15 mai (EFE).- O alto representante para a Política Externa e de Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, não descartou hoje em Bogotá que o acordo de associação entre os 27 países europeus e os da Comunidade Andina (CAN) possa ser feito de outra maneira.

EFE |

Ele se referia às dificuldades ou assimetrias que obstruiriam a formalização deste acordo em conjunto com os quatro países da CAN: Bolívia, Equador e Peru e Colômbia.

Solana, também secretário-geral do Conselho da UE, fez essas declarações após se reunir com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e antes de viajar para Lima para participar da 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês).

"Esperamos que na cúpula que se inicia amanhã no Peru possamos dar um passo adiante nesse processo de integração entre a UE e a região andina", disse Solana.

De todo modo - segundo fontes da delegação da Comissão Européia em Bogotá - Colômbia e Peru poderiam acelerar esse acordo de associação, enquanto Equador e Bolívia defenderiam a posição de assiná-lo de maneira conjunta.

Perguntado se a UE estaria disposta a negociar apenas com a Colômbia e o Peru, o alto representante europeu lembrou que esse acordo "tem três partes: o diálogo político, o elemento comercial e o de cooperação ao desenvolvimento".

"Em relação às três (partes) eu gostaria de negociar com todos os países da CAN, porque nos parece que seria bom pelo acordo em si e para que os países da região pudessem ver que a integração regional é boa, e é boa porque lhes dá outras oportunidades com outros grupos regionais como a UE", observou.

O alto comissário apontou que a última sessão de trabalho que ocorreu em abril em Quito foi "muito boa" e confiou que amanhã estarão reunidos também no Peru durante a cúpula América Latina-UE para tentar avançar com o processo.

Acrescentou que a União Européia gostaria que esse processo "fosse realizado o mais rápido possível", inclusive este ano ou, no mais tardar em 2009 e, reiterou que gostaria que isso fosse feito com todos os países.

No entanto, não descartou outras fórmulas para chegar a esse acordo de associação entre a UE e a CAN dizendo que se houver um acordo para se realizar de outra maneira, também estariam dispostos a fazer.

Solana afirmou que, para a UE, "o processo de integração com esta região, da qual a Colômbia faz parte, e o processo de aprofundamento das relações bilaterais com a Colômbia" é algo que acompanham "muito perto e dentro do coração".

Solicitaram do alto representante europeu sua impressão sobre o relatório que a Interpol, horas antes, tinha apresentado em Bogotá sobre os computadores confiscados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após a operação militar colombiana contra o acampamento de "Raúl Reyes", em território equatoriano, no qual o segundo chefe desta guerrilha morreu com outras 25 pessoas.

Solana apontou que os especialistas da organização policial "disseram que (os computadores) não foram manipulados" e que quando a informação existente for divulgada, terá que lê-la "com toda atenção" antes de fazer um julgamento sobre seu conteúdo. EFE ei/bm/fb

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