Bruxelas - O chefe da diplomacia européia, Javier Solana, lamentou hoje a ofensiva dos rebeldes do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) contra várias localidades do leste da República Democrática do Congo (RDC) e pediu a todas as partes do conflito que atuem com máxima moderação.

Solana declarou em comunicado que está extremamente preocupado com a deterioração da situação na província de Kivu Norte, cenário de intensos combates que provocaram maciços deslocamentos de população civil.

"Os civis são, mais uma vez, as principais vítimas da violência atual", disse.

Por outro lado, Solana elogiou o "excepcional trabalho" realizado pela Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUC), que atua "em um ambiente muito difícil".

AFP

Milhares de pessoas deixam o país com medo da guerra

O chefe da diplomacia da UE afirmou que está em "contato permanente" com o presidente congolês, Joseph Kabila, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e os líderes da região para discutir sobre os últimos avanços militares em Kivu Norte e, em particular, nos arredores da cidade de Goma.

Apesar da intensidade do ataque rebelde, Goma continua nas mãos das forças governamentais graças ao apoio dos soldados da MONUC, cujo comandante, o general espanhol Vicente Díaz, renunciou ao cargo ontem.

Atualmente, é a missão conta com cerca de 18.500 militares: 16.669 soldados, 714 observadores e 1.063 policiais de 57 países.

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