Solana fala com presidente de Ruanda para acalmar tensão na R.D. do Congo

Bruxelas, 30 out (EFE).- O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, entrou em contato hoje com o presidente de Ruanda, Paul Kagame, para diminuir a tensão na República Democrática do Congo (RDC) depois que os dois países trocaram tiros de artilharia e piorasse a situação na província congolesa de Kivu Norte.

EFE |

A comunicação com Kagame lhes permitiu abordar com "grande precisão" a situação atual na cidade de Goma, capital de Kivu Norte, segundo um comunicado emitido hoje.

Principalmente, falaram sobre as perspectivas de que o leste da RDC volte a uma "situação tranqüila, pelo interesse do povo congolês, mas também da estabilidade da região em sua totalidade".

Sobre a questão do conflito, o ministro de Exteriores belga, Karel De Gucht, defendeu a União Européia envie reforços militares à RDC, disse em entrevista publicada hoje no jornal "La Libre Belgique".

"Os responsáveis da missão de paz da ONU na RDC (Monuc) indicaram que o Exército congolês é inexistente, por isso a Monuc tem o dever impossível de ajudar um Exército ausente", disse o ministro.

Diante da violência, o Programa Mundial de Alimentos (PAM) teve que interromper sua distribuição de mantimentos aos deslocados fora da cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo, afirmou hoje a agência da ONU.

Segundo um comunicado, o PAM não pode sair de Goma para distribuir alimentos às dezenas de milhares de deslocados que fugiram dos combates registrados nos últimos dias entre o Exército congolês e milicianos rebeldes tutsis, acusados de receber apoio da vizinha Ruanda.

Ao contrário, a Oxfam e outras organizações humanitárias internacionais decidiram retirar seu pessoal de Goma como medida de precaução, diante da contínua violência.

Essa informação foi dada hoje pela diretora da Oxfam no Congo, Juliette Prodhan, em uma nota divulgada em Londres, na qual afirma que a ONG continuará avaliando a situação, com a esperança de poder retomar a ajuda humanitária na região.

"Ainda estamos comprometidos em fornecer água potável a mais de 65 mil pessoas que buscam abrigo nos campos de Goma", disse.

"Se não pudermos voltar aos campos em duas semanas, a situação será mais complicada. Pedimos a todos os grupos armados neste conflito que deixem a luta imediatamente, mantenham seus compromissos e retornem ao diálogo político", ressaltou Prodhan. EFE rja/an

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