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Solana e Jalili negociarão pontos comuns entre Irã e negociadores

Teerã, 15 jul (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que seu país negociará sobre os pontos comuns com o grupo de países que negociam no caso da polêmica pelas atividades nucleares iranianas.

EFE |

Em entrevista à televisão estatal reproduzida hoje pela imprensa local, Ahmadinejad falou sobre a reunião do próximo sábado, em Genebra, entre o alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, e o principal negociador iraniano em matéria nuclear, Saeed Jalili.

"Solana e Jalili falarão sobre os pontos comuns nas duas propostas, e sobre o marco, o calendário e quem participará das negociações" entre o Irã e o grupo formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China) e a Alemanha, disse o presidente iraniano, segundo a agência "Irna".

Ahmadinejad reiterou que o Irã está disposto ao diálogo direto com todos os países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, "sobre bases da igualdade e da justiça", e insistiu em que o Irã "não renunciará a seus direitos" em ter acesso à tecnologia nuclear.

O presidente iraniano também disse que assistirá à reunião, em setembro, da Assembléia Geral da ONU em Nova York para defender os "direitos" nucleares da República Islâmica.

"O Irã está em seus melhores momentos do ponto de vista político em mais de 30 anos (...), os arrogantes (Ocidente) se deram conta de que o diálogo, a negociação e a aceitação dos direitos dos outros é a única solução" da disputa com Teerã, disse Ahmadinejad.

"Dissemos que iniciaremos as negociações nas bases da justiça e da igualdade", disse, após destacar que a proposta de seu país para solucionar o conflito com o Ocidente "explica nossos direitos e outras questões internacionais".

"O plano iraniano também explica como eliminar a inquietação mundial, especialmente a respeito de questões como a segurança e os desafios econômicos mundiais, assim como a eliminação das armas nucleares", acrescentou.

O grupo de negociação ofereceu em 14 de junho a Teerã um pacote de incentivos para que suspenda seu programa de enriquecimento de urânio, que os iranianos ser pacífico, mas a comunidade internacional suspeita que tem fins militares.

O Irã tem mais de 3.000 centrífugas para o enriquecimento de urânio na central de Natanz, e rejeita a idéia de enriquecer urânio fora de seu território. EFE msh/an

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