Solana diz que eleições no Zimbábue não são legítimas

Bruxelas, 27 jun (EFE).- O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, assegurou hoje que a falta de liberdade no segundo turno das eleições no Zimbábue privou o povo de sua dignidade e insistiu que o resultado do pleito não pode ser considerado legítimo.

EFE |

"A democracia não foi respeitada com a eleição de hoje. O povo do Zimbábue foi privado de seu direito de votar livremente e, portanto, privado de sua dignidade", disse em comunicado Solana.

O diplomata europeu advertiu sobre a "ameaça para a estabilidade regional" que a deterioração da situação no Zimbábue causaria.

Em relação a isso, confiou na União Africana e na Comunidade para o Desenvolvimento da África Meridional (SADC) para "tirar as conclusões necessárias".

O segundo turno das eleições presidenciais terminou hoje com uma baixa participação e sem que fossem registrados incidentes, embora a oposição acuse o Governo de forçar a população a ir às urnas.

O presidente Robert Mugabe foi o único candidato depois que, no domingo passado, o líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Morgan Tsvangirai, se retirou do pleito devido à campanha de ataques e assassinatos perpetrados contra seus partidários por governistas. EFE mvs/bm/rr

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