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Solana diz que conversas não são conclusivas e espera resposta iraniana

Pontevedra (Espanha), 5 ago (EFE).- O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, disse hoje que as conversas retomadas com o Irã não são conclusivas e que espera a resposta iraniana à oferta para que paralise seu programa de enriquecimento de urânio.

EFE |

Em declarações à imprensa na localidade de Bueu (Espanha), onde está de férias, Solana disse que analisará o documento que receber com a resposta de Teerã e que, uma vez "lido" e compartilhado com os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e com a Alemanha, decidirão o que "podem fazer".

De Teerã, a televisão iraniana por satélite "Alalam" informou hoje que as autoridades iranianas já deram sua resposta a essa oferta e a enviaram, por escrito, aos responsáveis da UE em Bruxelas.

Segundo Solana, esta segunda-feira foi um dia "um pouco agitado" em relação ao caso iraniano, porque, entre outras razões, recebeu uma ligação do principal negociador de Teerã para o tema nuclear, Saeed Jalili.

O alto representante da UE também falou com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e com o ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, para coordenar suas posições.

A conversa mantida com o representante iraniano "não foi conclusiva", porque "não acabamos todos os temas" nem foi fechada nenhuma questão, porque, "por telefone, não é possível", argumentou Solana.

O diálogo estava paralisado desde a reunião realizada em 19 de julho, em Genebra, entre o Irã e os representantes do grupo de negociação.

Nesse encontro, segundo Rice, o grupo de negociação deu ao Irã um prazo de duas semanas para responder à oferta da comunidade internacional de suspender seu programa de enriquecimento de urânio em troca da paralisação das sanções no Conselho de Segurança da ONU.

O Irã defende que sua atividade nuclear tem caráter pacífico, enquanto o Conselho de Segurança da ONU tem grandes dúvidas sobre o fim do enriquecimento de urânio, e pretende evitar que Teerã tente conseguir a arma nuclear. EFE nac/an

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