Solana diz que ainda espera resposta positiva do Irã a oferta internacional

Genebra, 25 jun (EFE).- O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, disse hoje à Agência Efe que espera uma resposta positiva e construtiva à recente oferta internacional feita ao Irã para que renuncie ao enriquecimento de urânio em troca de incentivos.

EFE |

Solana também afirmou que as sanções recentemente impostas pela UE ao Irã não significam uma mudança na política européia, em declarações feitas à margem da reunião do Fórum Humanitário Global, da qual participa.

"Até agora, só houve a declaração de um porta-voz, e continuo mantendo as declarações que me fizeram em particular e em público, de que estão analisando a proposta", disse Solana.

O alto representante da UE se referia às palavras do porta-voz do Ministério de Exteriores iraniano, Mohammed Ali Hosseini, que ontem qualificou de ilegais as últimas sanções impostas pela UE a Teerã e disse que prejudicam, no momento em que se estudam as novas propostas para resolver a crise devido ao programa nuclear iraniano.

Solana destacou que "não foram aprovadas novas sanções", só se aplicam "as resoluções do Conselho de Segurança na normativa de cada um dos países".

"Não houve nenhuma mudança de política", disse Solana, ressaltando que a política da UE é "a mesma".

"Com o Irã, temos um mecanismo duplo. Por um lado, a negociação, estive em Teerã há poucos dias apresentando o novo documento para a negociação, e ao mesmo tempo a ação nas Nações Unidas", disse.

"As duas coisas vão em paralelo. Quando formos capazes de encontrar a fórmula para começar a negociação séria, ficaremos só com a negociação", acrescentou.

As últimas sanções adotadas contra entidades e pessoas iranianas incluem o Banco Melli, a principal instituição bancária do Irã, devido à recusa de Teerã a abandonar o enriquecimento de urânio.

A proposta transferida por Solana no último dia 14 às autoridades iranianas com incentivos para que abandone seu programa nuclear provém do grupo formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e pela Alemanha.

O Governo iraniano, que tinha apresentado cerca de duas semanas antes sua própria proposta ao grupo, anunciou há uma semana que estava disposto a negociar sobre os "pontos comuns" dos dois planos, mas deixou claro que não suspenderá o enriquecimento de urânio.

O Irã considera que o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) lhe dá o direito de desenvolver um programa atômico pacífico, por isso que se nega a suspender o enriquecimento de urânio, que pode ter uso tanto militar quanto civil. EFE is/an

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