Solana acha que Israel e palestinos negociarão após Assembleia da ONU

Jerusalém, 31 ago (EFE).- O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana, acha que Israel e os palestinos poderiam iniciar negociações de paz após a realização da Assembleia Geral das Nações Unidas no final de setembro.

EFE |

"A UE está totalmente envolvida junto com os EUA e os países árabes para ter na data da Assembleia Geral das Nações Unidas, que começará em 23 de setembro, a possibilidade de uma declaração séria que reinicie a negociação bilateral entre as partes, com o apoio do Quarteto e de parte dos países árabes", disse Solana à Agência Efe, em Jerusalém.

Segundo o representante da UE, as posições de palestinos e israelenses "se aproximam cada vez que há uma reunião, mas ainda há alguns temas abertos".

"Infelizmente, não posso dizer que tudo esteja acabado, mas tenho a sensação de que é possível e que teremos alguma declaração ou proposta no início ou no final do encontro da ONU", acrescentou.

O alto representante da UE se mostrou otimista em relação à possibilidade de que os países árabes façam gestos de aproximação ao Estado judeu, em troca de que Israel pare a atividade nas colônias na Cisjordânia.

"Após ter falado com quase todos os líderes, acho que há uma disposição de espírito dos países árabes de tomar algumas medidas, se houver um esforço de Israel no tema dos assentamentos", disse.

Sobre a possibilidade de que a União Europeia pressione o Estado judeu para conseguir o fim da construção nas colônias, Solana disse que "não é o momento de medidas de pressão, mas de chegar a uma solução através do diálogo e da negociação".

A paralisação do crescimento das colônias "é fundamental para que possa haver o reinício da negociação bilateral", reiterou.

As negociações de paz devem começar o mais rápido possível, "para terminar também o mais rápido possível".

Solana chegou hoje a Israel procedente de Damasco, onde se reuniu ontem com o presidente sírio, Bashar al-Assad, e com o ministro de Assuntos Exteriores, Walid al-Moualem. EFE aca/an

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