Sol entra em maior período de calmaria em anos, afirma Nasa

Washington, 2 abr (EFE).- A Nasa informou que o Sol entrou em um estranho processo de calmaria, com uma ausência de manchas em sua superfície, e de intensidade nas labaredas e nas tempestades.

EFE |

A agência espacial americana tinha informado em setembro que a pressão média do vento solar -a corrente de partículas carregadas que atinge a atmosfera terrestre e impulsiona os raios cósmicos em direção aos limites do sistema planetário - tinha caído 20% desde meados da década de 1990.

Na metade do século XIX, o astrônomo alemão Heinrich Schwabe descobriu que os ciclos se completavam com bastante regularidade a cada 11 anos, e isso seguiu assim durante mais de 200 anos. Mas, este ano, a situação mudou um pouco e a intensidade diminuiu bastante.

Apesar de os especialistas acreditarem que o fundo do poço tinha sido em 2008, a força continuou diminuindo.

Durante todo 2008 não foram observadas manchas solares durante 266 dias, isto é, por 73% do período, e, por isso, os especialistas acreditaram que o ciclo chegava ao fundo do poço e começaria a se reativar.

No entanto, no último trimestre não foram observadas manchas em 78 dias, isso é, em 87% dos dias.

"Este é o sol mais tranquilo que vimos desde 1913", disse David Hathaway, especialista em manchas solares do Centro Marshall de Voo Espacial, em Huntsville, Alabama. Naquele ano não foram observadas manchas no sol durante 311 dias.

O assunto preocupa os cientistas, porque eles queriam prever quando chegará a próxima "máxima solar", um auge de atividade que dura de três a quatro anos.

As tempestades solares podem causar perturbações nas redes de distribuição de eletricidade e nas comunicações na Terra.

Um relatório recente da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos indicou que uma tempestade forte durante esse período poderia ter consequências catastróficas durante as quais os Governos poderiam perder o controle da situação.

A fraqueza dos ventos solares poderia permitir uma irrupção maior de raios cósmicos no sistema solar, com perigos crescentes para a saúde dos astronautas, e menos tempestades geomagnéticas e auroras na Terra.

Também se registrou o nível mais baixo de irradiação solar em 55 anos, o que indica um enfraquecimento do campo magnético global do Sol.

E, além disso, várias cápsulas espaciais da Nasa descobriram que o brilho do Sol desceu 0,02% nas ondas visíveis desde 1996, e até 6% nos raios ultravioletas. EFE jab/db

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