Socorro pressionará gastos do governo dos EUA, dizem candidatos

OXFORD, Estados Unidos (Reuters) - Um gigantesco pacote de resgate ao setor financeiro exigirá do próximo presidente dos EUA algumas decisões difíceis e também uma redução dos gastos governamentais, disseram os dois candidatos à Casa Branca em debate presidencial na noite desta sexta-feira. Não há dúvidas de que isso afetará nosso orçamento, afirmou o democrata Barack Obama no encontro com seu rival republicano John McCain, referindo-se ao pacote de 700 bilhões de dólares destinado ao problemático setor financeiro dos EUA.

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McCain concordou que o plano colocaria uma pressão enorme sobre o orçamento federal e disse que uma solução possível seria o congelamento dos gastos externos em programas que não envolvam militares ou veteranos.

Obama afirmou que, se eleito, pode ser obrigado a rever seu plano de investimento em energia por causa do pacote.

"Eu quero assegurar que nós estamos investindo em energia de modo a nos libertar da dependência do petróleo estrangeiro. Agora, este é um grande projeto. Que é um projeto de muitos anos", disse Obama durante o primeiro de três debates antes das eleições de 4 de novembro.

"Eu não desejo desistir da necessidade de fazer isso, mas pode haver componentes individuais que nos impeçam de fazê-lo", afirmou.

Obama não detalhou que parte de seu plano energético teria de ser revista, mas acrescentou que "nós não seremos capazes de fazer tudo" por causa do custo do socorro.

O Congresso dos EUA discute um plano de 700 bilhões de dólares com o governo Bush para evitar que a crise do setor financeiro se torne mais aguda e leve consigo toda a economia do país.

Obama disse querer libertar os Estados Unidos da dependência do petróleo do Oriente Médio em dez anos, aumentando a produção doméstica, investindo em energia alternativa e fabricando carros mais eficientes em relação ao consumo.

McCain disse que eliminaria os subsídios federais ao etanol para ajudar a cobrir o custo do plano de resgate de Wall Street.

(Reportagem de Tom Doggett)

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