Socorro dos EUA a firmas de hipoteca faz bolsas subirem

O anúncio do secretário do Tesouro, Henry Paulson, de que o governo dos Estados Unidos vai assumir o controle das companhias de hipoteca Freddie Mac e Fannie Mae injetou ânimo nos mercados e fez as ações subirem em todo mundo nesta segunda-feira. Os investidores esperam que a intervenção do governo nas companhias sustente a recuperação do mercado imobiliário americano e ajude a acabar com a crise no crédito, dizem analistas.

BBC Brasil |

A decisão do governo vai trazer mudanças sensíveis na maneira como as duas gigantes hipotecárias são geridas.

Como parte destas mudanças, as gerências das duas companhias vão ser substituídas e o governo vai injetar mais fundos para que as empresas possam continuar com seus negócios.

As medidas foram anunciadas no último domingo, antes que os principais mercados abrissem.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, classificou a intervenção como necessária e disse que a crise nas empresas representa "um risco inaceitável" para a economia.

"Colocar essas companhias em condições financeiras sólidas e reformar suas práticas comerciais é crítico para a saúde do nosso sistema financeiro", afirmou Bush em comunicado.

Mercado aquecido
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou com uma alta de 2,58%, uma aguardada recuperação depois das perdas de 4% da semana passada.

Enquanto isso, em Londres, o índice FTSE 100, que passou a maior parte do dia parado devido a um problema técnico, fechou com alta de 3,92%, depois de perder 7% na semana passada.

A bolsa de Frankfurt fechou em alta de 2,22%, e em Paris o índice Cac-40 teve alta de 3,42%.

Na Ásia, as bolsas também reagiram bem nesta segunda-feira, com o índice Nikkei subindo 3,4%, enquanto em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 4%.

A maior alta, no entanto, foi a do índice Kospi, em Seul, que subiu 5,15%, atingindo o volume de 1.476,65 pontos.

As bolsas de Cingapura, Austrália e Taiwan também fecharam em alta.

No Brasil, no entanto, a Bovespa fechou em baixa de 2,35% empurrada por perdas nas ações da Vale e da Petrobras. O real se desvalorizou frente ao dólar, negociado a R$ 1,73.

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