Socorrendo Fanny Mae e Freddie Mac, EUA tentam evitar o pior

A decisão do governo americano de assumir o controle das empresas de hipoteca Freddie Mac e Fannie Mae demonstra o interesse de Washington em manter as empresas em funcionamento para que elas ajudem a revigorar o mercado imobiliário do país. Juntas, as duas companhias são responsáveis por quase metade das hipotecas dos Estados Unidos e detêm ou garantem cerca de US$ 5,3 trilhões em financiamentos.

BBC Brasil |

Em julho, o Congresso americano aprovou um plano que dava ao governo a autoridade para oferecer liquidez ilimitada às duas empresas e para comprar suas ações com o objetivo de evitar sua falência.

No entanto, preocupado com a saúde financeira das empresas, o governo decidiu assumir o seu controle, pois, segundo o presidente George W. Bush, elas representam "um risco inaceitável" para a economia americana.

Socorrer as duas gigantes custará US$ 200 bilhões aos contribuintes americanos - mas o custo pode ser muito maior se o mercado imobiliário do país continuar despencando.

Impacto
Apesar da importância, as duas empresas operam de forma quase invisível para o grande público, já que não oferecem financiamento direto ao consumidor médio. Mas são extremamente influentes no mercado imobiliário americano.

Como disse um funcionário do Tesouro americano, as duas empresas já estão por demais "misturadas com todo o mundo" para quebrar. Bancos do mundo inteiro estão expostos ao destino das duas empresas.

Quase todos os grupos que oferecem financiamentos, desde grandes instituições financeiras, como o Citigroup, até bancos pequenos e locais, contam com as duas companhias para garantir os fundos que precisam para cobrir a demanda por hipotecas.

Considerando a frágil situação dos mercados globais, a persistência da dúvida sobre a viabilidade das empresas e a sua capacidade cumprir os pagamentos se tornou perigosa.

Governo
Tanto a Fannie Mae quanto a Freddie Mac são empresas privadas, mas dispõem de uma linha de crédito garantida pelo governo americano.

Por isso, as duas argumentam que "tornam a casa própria mais acessível", já que podem emprestar dinheiro a taxas menores que um banco.

Essa status indefinido entre empresa privada e propriedade do governo deixou as duas companhias em situação complicada e aumentou os riscos para os contribuintes.

A ação do governo é uma das maiores do gênero na história americana. Tem o objetivo de manter as empresas funcionando, em meio a temores de que o atraso de pagamento por parte de clientes as leve à falência.

Apesar de alto, parece haver um forte consenso de que o preço a ser pago caso o governo não tivesse interferido no controle das empresas poderia ser bem maior.

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