Os socialistas da França não conseguiram superar as divisões internas e fracassaram na tentativa de eleger um novo líder para o partido e uma plataforma para desafiar o presidente conservador Nicolas Sarkozy.

Ségolène Royal, que perdeu a eleição para Sarkozy ano passado, acusou os rivais de se aterem a métodos "obsoletos", depois que eles se negaram a apoiar o nome dela durante o congresso do partido, que durou três dias.

Os militantes do partido votarão na quinta-feira para escolher o primeiro-secretário do Partido Socialista.

"A mão estendida aos outros não foi aceita", criticou Royal.

Ségolène Royal, 55 anos, terá como adversários Martine Aubry, 58 anos, prefeita de Lille e filha do ex-presidente da Comissão Européia Jacques Delors, e o deputado europeu Benoît Hamon, de 41 anos, que concorre com um programa de esquerda.

Os delegados presentes no congresso de Reims esperavam se unir em torno de apenas um candidato, que em seguida seria ratificado pelos militantes. No entanto, nenhum nome conseguiu o respaldo da maioria.

"O Partido Socialista está gravemente enfermo", afirmou o prefeito de Paris, Bertrand Delanoe.

Mesmo que Ségolène Royal vença a eleição de quinta-feira, a capacidade de liderança dela será consideravelmente afetada sem o apoio dos principais dirigentes do partido, o que aumenta os temores de prosseguimento da luta interna.

Sem a união já existe o temor no principal partido da oposição de que não surja uma figura forte para desafiar Sarkozy, que ganhou popularidade recentemente graças à enérgica atuação como presidente semestral da União Européia.

cml/fp

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