Socialistas escolhem Ségoléne Royal como a melhor carta contra Sarkozy

Os socialistas franceses escolheram o projeto da candidata à presidência francesa em 2007, Ségoléne Royal, como a melhor opção política de oposição ao conservador Nicolas Sarkozy, enquanto novas vozes dissidentes se manifestavam já na ala esquerda do dividido partido.

AFP |

O projeto da ex-candidata obteve 29% dos votos dos militantes, à frente das propostas do prefeito de Paris, Bertrand Delanoe e da prefeita de Lille, Martine Aubry, ambos com aproximadamente 25%, e do representante da ala esquerda do PS, o eurodeputado Benoît Hamon, com 19%.

Um dos primeiros pronunciamentos de Royal, depois de sua inesperada vitória entre os seis projetos submetidos à votação de 14 a 16 de novembro, foi um chamado à unidade do Partido Socialista (PS) e ao respeito do resultado da votação.

"O resultado terá de ser respeitado", afirmou Royal nesta sexta-feira, enfatizando em seguida a necessidade de "colocar em andamento a coesão e a união dos socialistas e de reunir todos os talentos que existem dentro do Partido Socialista".

Ségoléne Royal, de 55 anos, indicou que vai ligar a partir desta sexta-feira para seus rivais e iniciar conversar com "todo mundo, sem exceção".

Os resultados desta votação são decisivos para a composição da futura direção do Partido Socialista que será formada no próximo congresso em função da proporção de votos obtidos por cada projeto.

Ségoléne Royal disse que seu resultado lhe dá "legitimidade" para dirigir o Partido Socialista, mas destacou que por enquanto não "proclamava sua candidatura" ao cargo de primeiro secretário.

Ele deve ser designado pelo voto dos militantes no próximo dia 20 de novembro. Mas como seu avanço não é decisivo, Ségoléne Royan terá de enfrentar dois grandes desafios. Por um lado, a hostilidade, que não é novidade, da direção de seu partido e, por outro, a dissidência da ala esquerda que a critica por insistir em formar alianças com os centristas.

O prefeito parisiense, Bertrand Delanoe, que era o favorito nesta disputa e contava com o apoio da atual direção do PS -liderada pelo primeiro secretário, Francois Hollande, ex-marido de Ségoléne, descartou a possibilidade de se juntar a um bloco que pode se aliar com um partido "que não se assume como sendo claramente de esquerda".

Delanoe se referiu assim ao centrista MODEM, do também ex-candidato à presidência Francois Bayrou, com o que Ségoléne tentou chegar a um acordo antes do segundo turno da eleição presidencial.

bur/feff/lm

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