Paris, 5 mai (EFE) - O opositor Partido Socialista (PS) francês lançou hoje uma campanha intitulada um ano de ilusão, um ano de regressão por ocasião do primeiro aniversário, comemorado amanhã, da eleição do conservador Nicolas Sarkozy ao Palácio do Eliseu e para apresentar suas propostas alternativas. Após afirmar que nenhum presidente tinha conhecido tamanha impopularidade na 5ª República em um ano no cargo, o PS afirmou que os franceses sancionam duramente uma política injusta e vivida no cotidiano como uma injustiça. O ano passado teve também momentos ruins, vividos como uma humilhação no cenário internacional, disse o dirigente do PS Bruno Le Roux. Ele mencionou a recepção em grande estilo do presidente líbio, Muammar Kadafi, em Paris, o discurso de Sarkozy sobre a África em Dacar, o apoio ao chefe de Estado russo, Vladimir Putin, ou o questionamento do laicismo com o discurso feito em Roma. A socialista Ségolène Royal, que foi derrotada por Sarkozy nas urnas em 6 de maio de 2007, disse que o presidente tinha muitas cartas na mão há um ano e as desperdiçou. Não deve ficar alegre. A situação da França é grave hoje, disse Royal na revista distribuída aos militantes do PS.

A publicação analisa as promessas eleitorais de Sarkozy "descumpridas", as "cumpridas, mas ineficazes", e as que, "infelizmente", foram colocadas em prática.

Para denunciar a política de Sarkozy e reiterar suas "propostas concretas" e lutar a favor do poder aquisitivo, o PS lança uma campanha, com a distribuição de três milhões de folhetos e 300 mil cartazes.

Enquanto a União por um Movimento Popular (UMP), o partido conservador governante, distribui folhetos ilustrados com "o rosto satisfeito" de Sarkozy, "queremos" mostrar os cidadãos que vivem "situações difíceis", explicou o responsável da campanha do PS. EFE al/db

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