Socialistas albaneses não aceitarão resultado das eleições sem nova apuração

Tirana, 7 jul (EFE).- O Partido Socialista (PS) da Albânia disse hoje que só reconhecerá o resultado das eleições legislativas realizadas no país em 28 de junho caso haja nova apuração.

EFE |

A declaração foi feita pouco depois de a comissão eleitoral nacional decidir não contar as cédulas das nove urnas da circunscrição de Fier, conhecido reduto socialista no sul do país.

"Em nome do PS, quero pedir pela última vez a Sali Berisha (primeiro-ministro albanês) para que renuncie a menosprezar os votos, ou ele assumirá toda a responsabilidade pelo não reconhecimento do resultado do pleito e de todas as instituições surgidas das eleições", anunciou Gramoz Ruci, um dos líderes socialistas.

O presidente da comissão eleitoral, Arben Ristani apontou irregularidades nas atas dos resultados das urnas em Fier. Com isso, o PS deve levar uma queixa à instituição ou a um tribunal de apelação para decidir as cédulas serão consideradas válidas.

Os socialistas consideram a decisão da comissão uma tentativa de Berisha de "saquear a todo custo" um mandato do PS na região.

Além disso, Ruci denunciou fraudes na capital, Tirana, Shkoder e Berat, e confirmou que o PS solicitará a apuração dos votos nestas importantes regiões.

Segundo resultados preliminares oficiais, o conservador Partido Democrático (PD), de Berisha, obteve 46,81% dos votos (71 cadeiras), enquanto a força socialista - liderada pelo prefeito de Tirana, Edi Rama, recebeu 45,42% (65 legisladores).

O Movimento Socialista para a Integração (LSI), do ex-primeiro-ministro Ilir Meta, dissidência de esquerda que assegurou quatro cadeiras com o terceiro lugar nas eleições, aceitou governar em coalizão com Berisha, lhe assegurando a maioria absoluta parlamentar.

O PS qualificou o pacto como o "mais vergonhoso" nos 18 anos de democracia no país e acusou Meta de "trair" o eleitorado esquerdista.

Um processo eleitoral sem incidentes foi colocado como condição pela União Europeia para aproximar a Albânia do bloco europeu. EFE.

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