Social-democratas podem renovar coalizão com Partido Popular Austríaco

Viena, 28 set (EFE).- O líder do Partido Social-Democrata da Áustria (SPÖ), Werner Faymann, se mostrou inclinado hoje, após a vitória de sua legenda nas eleições legislativas, em renovar a coalizão de Governo com o Partido Popular Austríaco (ÖVP).

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"Disse que, se o Partido Popular Austríaco mudar sua atitude, é possível fazer um trabalho muito bom", afirmou Faymann à televisão pública "ORF" em uma primeira reação, após saber os resultados parciais da votação de hoje.

Segundo esses dados, os social-democratas e os populares foram os dois partidos mais votados, apesar de terem registrado os piores resultados de suas histórias, ao obter 29,7% e 25,7% dos votos, respectivamente.

O resultado foi um golpe do eleitorado pelo fracasso do Governo conjunto, que foi rompido em julho, e Faymann reconheceu que o resultado de hoje revela que os social-democratas não conseguiram recuperar a confiança da população.

"Farei tudo o que puder para que o SPÖ reconquiste a confiança.

Sem confiança não é possível governar", disse.

Antes do pleito, Faymann, atual ministro da Infra-estrutura austríaco, disse claramente que sua opção favorita é uma nova aliança com o ÖVP "sem Molterer", ou seja, sem seu atual líder, o vice-chanceler e ministro das Finanças, Wilhelm Molterer, a quem acusou de prejudicar todas as negociações.

Caso não consiga um acordo com o ÖVP, Faymann não descartou a possibilidade de governar sozinho, e confirmou sua rejeição à formação de uma coalizão com o Partido Liberal da Áustria (FPÖ) do ultradireitista Heinz-Christian Strache, ou com a Aliança pelo Futuro da Áustria (BZÖ) do ultranacionalista Jörg Haider.

Estes dois partidos são os únicos que ganharam mais votos neste pleito em relação às últimas eleições.

Molterer reconheceu a "dolorosa e dramática derrota" sofrida por seu partido, mas insistiu em que é um fracasso da política bipartidária dominante até agora no país.

Haider disse que seu partido não descarta nenhuma opção para formar Governo, e inclusive considera possível que ele próprio integre o poder em Viena, e encarregue a outro dirigente o Governo da região de Caríntia, onde hoje seu BZÖ conseguiu 38% dos votos.

Após o "sucesso histórico" de seu partido, o FPÖ, Strache afirmou que a pretensão é ocupar a chefia do Governo, que o presidente da República oferece tradicionalmente ao partido mais votado, neste caso o SPÖ. EFE wr/ab/an

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