Sobrinho de oposicionista Mousavi morre em confrontos no Irã

Por Parisa Hafezi e Fredrik Dahl TEERÃ (Reuters) - Um sobrinho do líder oposicionista iraniano Mirhossein Mousavi foi morto em confrontos entre manifestantes e forças de segurança, em Teerã, neste domingo, informou um assessor de Mousavi.

Reuters |

Mais cedo, o site da Internet oposicionista Jaras disse que quatro pessoas foram mortas no segundo dia de violência em Teerã durante um festival xiita. O chefe da polícia da capital negou a informação.

O site Parlemannews afirmou que Ali Mousavi, de 20 anos, foi morto neste domingo em confrontos e seu corpo foi levado a um hospital.

Segundo o site Jaras, os protestos foram estendidos a outras regiões do Irã, incluindo a cidade sagrada de Qom, mas essa informação não pôde ser independentemente confirmada.

Os acontecimentos deste domingo agravam a crescente tensão na República Islâmica, seis meses depois de uma polêmica eleição presidencial ter gerado protestos e exposto as amplas divisões dentro dos poderes políticos e clericais.

O Jaras afirmou que a polícia matou três manifestantes no centro de Teerã. O site disse posteriormente que uma quarta vítima também morrera nos confrontos, mas não deu mais detalhes.

"Três pessoas foram mortas e outras duas ficaram feridas quando a polícia abriu fogo contra os manifestantes", afirmou o site.

"Nós mataremos aqueles que mataram nossos irmãos", gritavam os manifestantes, segundo o Jaras.

As mortes deste domingo foram as primeiras em protestos de rua desde as extensas e violentas manifestações logo após as eleições, em junho, nas quais a oposição diz que morreram mais de 70 pessoas.

As autoridades oficiais estimaram o número de mortes em metade desse número, incluindo situacionistas.

A Ashura deste ano, no domingo, coincidiu com o tradicional sétimo dia de luto pela morte do clérigo dissidente aiatolá Hossein Ali Montazeri, aos 87 anos na cidade xiita de Qom.

Patrono espiritual do movimento do líder oposicionista Mirhossein Mousavi, ele foi um duro crítico das instituições clericais linha dura.

As revoltas ocorridas após as eleições foram as maiores nos 30 anos de história do Estado islâmico. As autoridades negam acusações da oposição de que o pleito foi fraudado.

Os confrontos aumentaram a polêmica internacional sobre o programa nuclear iraniano, que o Ocidente acredita ter fins militares, e não apenas propósitos civis. As potências mundiais estabeleceram um prazo até o final deste ano para o Irã aceitar um acordo esboçado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para enviar a maioria de seu urânio pouco enriquecido para o exterior, em troca de combustível para um reator em Teerã.

A eleição também retraiu as tentativas de aproximação entre Estados Unidos e Irã, iniciadas pelo presidente norte-americano, Barack Obama, quando ele assumiu o cargo, em janeiro.

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