Sobrevivente do genocídio em Ruanda pede compaixão às Farc

Medellín (Colômbia), 30 mai (EFE).- A ruandesa Yolande Mukagasana, sobrevivente do genocídio ocorrido em seu país em 1994, pediu hoje às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) compaixão e que trabalhem pelo futuro do país.

EFE |

Yolande também enviou aos sequestrados pela guerrilha colombiana uma mensagem de esperança.

A ruandesa, cujo marido, três filhos, irmãos e irmãs foram mortos no genocídio, é uma das participantes que deu depoimento no 5º Congresso Internacional de Vítimas do Terrorismo, que termina hoje na cidade colombiana de Medellín.

"Os guerrilheiros são nossos irmãos, nossos filhos e nossos pais, é o povo colombiano, uma parte da força da Colômbia, os convido a construir uma nação com toda a força para que fiquem orgulhosos de seu país", disse aos jornalistas a ruandesa, que está exilada na Bélgica.

Segundo ela, os membros das Farc "são seres humanos que estão completamente equivocados".

"Tenho certeza que os guerrilheiros vão mudar, no coração de pedra que têm, o amor vai ser abrigado", comentou, ao lançar uma mensagem encorajadora às centenas de colombianos reféns das Farc nas selvas.

"Às vítimas, aos sequestrados, peço que não percam a esperança, porque se não tiverem esperança, estarão mortos", completou.

Yolande Mukagasana, de 55 anos, foi enfermeira durante mais de 20 anos em Kigali, capital ruandesa, até que começou em 1994 o que a ONU considera o maior genocídio da história, com o resultado de cerca de um milhão de mortos em apenas três meses. EFE erm/rr

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