Sobrevivente de naufrágio na Itália teve tio-avô morto no Titanic

Enquanto deixava o Costa Concordia, Vanessa Capuano diz ter lembrado das histórias de família contadas pela avó

iG São Paulo |

Uma sobrevivente do naufrágio do navio Costa Concordia, que bateu em uma rocha e tombou na sexta-feira na costa oeste italiana, teve um tio-avô morto no acidente com o Titanic, em abril de 1012.

Valentina Capuano, moradora de Avelino, no sul da Itália, estava no cruzeiro junto com o namorado, o irmão e a cunhada. Quando o navio colidiu com uma rocha e ela começou a tentar deixar o navio, se lembrou das histórias que sua avó, Maria, contava sobre o tio-avô Giovanni.

Leia também: Capitão ignorou ordem de retornar ao navio, diz imprensa italiana

Reuters
Bote com membros da equipe de resgate próximo ao cruzeiro Costa Concordia, navega pelo mar Tirreno, na ilha de Giglio

Segundo ela, o italiano Giovanni se mudou aos 25 anos para Londres, em busca de emprego, e embarcou no Titanic para trabalhar como garçom. "Foi como reviver aquela história", disse Valentina. "Foi terrível, ainda estou em estado de comoção. Lembrar do que aconteceu me provoca agitação."

As equipes de resgate que trabalham para achar as vítimas do naufrágio do navio encontraram mais cinco corpos nesta terça-feira. De acordo com a agência italiana Ansa, o número de vítimas fatais do acidente subiu para 11.

Nesta terça, as equipes provocaram duas explosões controladas no caso do navio, na tentativa de facilitar a entrada de mergulhadores e bombeiros em partes da embarcação às quais não tinham acesso.

“Estamos correndo contra o tempo”, disse o porta-voz da Marinha italiana, Alessandro Busonero.

Gravações da caixa preta do navio e de ligações telefônicas obtidas pela imprensa italiana indicam que o capitão Francesco Schettino teria ignorado uma ordem da guarda costeira italiana para retornar ao navio e coordenar a retirada dos passageiros e tripulantes.

De acordo com os relatos publicados pela imprensa italiana, em uma conversa com a guarda costeira várias horas após o navio se chocar com a rocha que provocou seu naufrágio, Schettino dá respostas evasivas, sugerindo que não estava no controle da retirada dos ocupantes do navio.

Gravações da caixa preta do navio e de ligações telefônicas obtidas pela imprensa italiana indicam que o capitão teria ignorado uma ordem da guarda costeira italiana para retornar ao navio e coordenar a retirada dos passageiros e tripulantes.

Com EFE e BBC

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