Sobrevivente da revolução mexicana diz que voltaria a pegar em armas

Monterrey (México), 24 jun (EFE).- O último sobrevivente das forças de Francisco Pancho Villa, Juan Carlos Caballero Vega, que foi motorista do revolucionário mexicano, assegurou hoje em seu aniversário de 109 anos que voltaria a pegas as armas perante tanta injustiça que existe atualmente no México.

EFE |

"Espero que Deus me permita chegar ao centenário da Revolução Mexicana", disse Caballero durante a festa no asilo no qual está internado no município de Guadalupe, na zona metropolitana de Monterrey, capital do estado de Nuevo León.

Pancho Villa, cujo nome real era Doroteo Arango, foi um dos principais generais da Revolução mexicana (1910-1917), primeiro contra as tropas de Porfirio Díaz e depois à frente da Divisão do norte contra Victoriano Huerta, que usurpou o poder em 1913, após mandar assassinar o presidente Francisco I. Madero.

O sobrevivente da revolução afirmou que a desigualdade social e as injustiças no México estão criando as condições para um novo levante armado contra o Governo.

"Se isso acontecer, voltaria a pegar em armas por essa causa", afirmou Caballero, que recebe uma pensão de 1.600 pesos (US$ 120) mensais por ser um "veterano da Revolução".

"Se houver necessidade (de uma nova Revolução), estaremos aí", enfatizou o ex-motorista.

"Quando me uni às forças do general Francisco Villa, nós não éramos pobres, minha família tinha várias propriedades", lembrou Caballero Vega.

Ele assegurou que se uniu às fileiras da Divisão do Norte que liderava Villa para ajudar os pobres.

O sobrevivente conta que ficou dois anos e meio como motorista de Pancho Villa e, entre outras batalhas, participou da invasão ao povoado americano de Columbus (Novo México).

Ele acrescentou que quando Pancho Villa foi assassinado, ele já tinha deixado de ser seu motorista.

Pancho Villa é um dos personagens revolucionários mais populares no México, sobre o qual foram criados numerosas histórias e mitos, e sua vida foi descrita em numerosas biografias e filmes que destacam seu gênio militar.

O general foi derrotado por seus antigos companheiros de armas do Exército constitucionalista de Venustiano Carranza, o qual, ao comando de Álvaro Obregón, acabou com o mito da Divisão do norte na batalha de Celaya, no estado de Guanajuato, em 1915.

Pancho Villa morreu assassinado em uma emboscada em 20 de julho de 1923 na população de Parral, no estado de Chihuahua, norte, vários anos depois de ter se retirado da luta armada. EFE.

jac/db

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