A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, declarou, nesta quarta-feira, que a reivindicação de soberania sobre as ilhas Malvinas é irrenunciável, por ocasião do 26º aniversário do começo da guerra com a Grã-Bretanha, no Atlântico Sul, pela soberania do arquipélago.

"Sabemos do desafio de continuar com o feito irrenunciável e indeclinável de nossas ilhas Malvinas", disse a presidente, no principal ato do Dia do Veterano e dos Mortos na Guerra das Malvinas, realizado na Praça de Armas da Primeira Brigada Aérea, na localidade de El Palomar.

Cristina Kirchner insistiu na necessidade de fortalecer a presença da Argentina em todos os foros do mundo para "denunciar a vergonha do encrave colonial em pleno século XXI".

Desde ontem à noite, atos foram realizados em todo o país, os mais importantes em diferentes cidades do extremo-sul da Patagônia, onde repercutiu com maior força a breve, mas sangrenta disputa travada em 1982 e que terminou com 649 argentinos e 255 britânicos mortos, de acordo com os números oficiais.

Na cidade de Río Grande (2.970 km ao sul de Buenos Aires), o vice-presidente Julio Cobos ratificou a luta do governo para conseguir a soberania sobre o arquipélago atlântico.

"Devemos recuperar essas terras que são nossas, que nos pertencem", declarou Cobos, em Tierra del Fuego, a província argentina mais próxima das Malvinas.

jos/tt

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