Sobem para 763 os mortos em ofensiva de Israel em Gaza; feridos já são 3.120

Gaza, 8 jan (EFE).- Pelo menos 763 palestinos já morreram e 3.

EFE |

120 ficaram feridos na Faixa de Gaza desde que a ofensiva israelense teve início em 27 de dezembro, informou o responsável pelo serviço de emergências no território, Muawiya Hassanein.

O número de mortos pode aumentar nas próximas horas, pois 375 dos feridos se encontram em estado muito grave e o Exército israelense prossegue com seus bombardeios por terra, mar e ar.

"Falta muita gente, o mais provável é que estas pessoas estejam sob os escombros de dezenas de casas destruídas", explicou Hassanein.

Os serviços de resgate encontraram hoje 35 corpos de palestinos em meio aos escombros de um edifício na localidade de Zeitoun, na Cidade de Gaza, bombardeado pelo Exército israelense.

Entre as 13h e as 16h locais (9h e 12 de Brasília) desta quinta-feira, as forças israelenses suspenderam seus ataques pelo segundo dia consecutivo, para que a população pudesse sair de suas casas e as ambulâncias pudessem socorrer feridos e recolher corpos.

Acabada a curta trégua, aviões e tanques de guerra israelenses retomaram os bombardeios.

Segundo imagens de emissoras de TV locais, aparentemente o Exército de Israel está fazendo uso de bombas de fragmentação, cujo uso contra civis é proibido pelo direito humanitário internacional.

Nos ataques de hoje, 11 palestinos morreram e cerca de 40 ficaram feridos, segundo Hassanein.

Em um comunicado, a ONG israelense Btselem pediu hoje ao Exército israelense que permita a evacuação de vários feridos presos em meio a escombros.

Segundo testemunhas, vários palestinos morreram nos últimos dias em conseqüência da falta de atendimento médico, uma vez que as tropas israelenses estariam impedindo o acesso às ambulâncias.

Sobre a situação na região, Hassanein pediu às "organizações humanitárias de todo o mundo que atuem o mais rápido possível para deter uma grave e autêntica crise humanitária".

A Agência das Nações Unidas para a Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) anunciou hoje a suspensão de suas operações em Gaza. O motivo foi a morte nesta manhã de um motorista de seus comboios humanitários, atingido por fogo israelense.

"Não podemos continuar operando desta maneira" disse à Agência Efe em Jerusalém um dos porta-vozes da UNRWA, Francesc Claret, que ressaltou que o comboio "estava claramente sinalizado com a bandeira das Nações Unidas e seu percurso havia sido combinado com as Forças Armadas israelenses". EFE sar/sc

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