Sobem para 64 os casos confirmados de gripe suína nos EUA

Washington, 28 abr (EFE).- Os casos confirmados de gripe suína nos Estados Unidos aumentaram hoje para 64 desde os 40 da segunda-feira, devido, principalmente, a novos infectados na escola de Nova York onde houve a maior parte dos contágios.

EFE |

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) informa em seu site que há 45 casos confirmados em Nova York, dez na Califórnia, seis no Texas, dois no Kansas e um em Ohio.

A organização afirma que foram registradas também várias hospitalizações de novos pacientes, mas não oferece dados mais concretos.

Richard Besser, diretor interino do CDC, indicou que os casos registrados nos Estados Unidos são relativamente leves em comparação aos mais graves do México, onde já há 20 mortes confirmadas e outros 132 falecimentos suspeitos.

Os sintomas da gripe suína são semelhantes aos da gripe comum e incluem febre, tosse, dor de garganta, dores musculares, dor de cabeça, calafrios e cansaço. Algumas pessoas têm também transtornos intestinais.

Enquanto isso, o Governo americano afirmou hoje que não tem, por enquanto, planos adicionais para adotar medidas mais estritas a fim de impedir um maior contágio da doença, mas acredita que o número de estados afetados pela doença aumentará nos próximos dias.

Por enquanto, não foi registrado nenhum caso fatal nos Estados Unidos.

A secretária de Segurança Nacional americana, Janet Napolitano, afirmou hoje, em entrevista à rede de televisão "NBC", que os funcionários "antecipam casos confirmados em mais estados".

Reiterou também, alinhada ao presidente dos EUA, Barack Obama, que o avanço da doença é um motivo de preocupação, mas não de alarme.

Napolitano disse também que há custos associados com o início de medidas mais rigorosas, como controles exaustivos na fronteira com o México.

"Temos literalmente milhares de caminhões e muito comércio que cruza a fronteira", afirmou.

Segundo Napolitano, o custo de maiores revisões na fronteira geraria enormes despesas e os especialistas em epidemias acham que teria um efeito marginal em prevenir o contágio do vírus. EFE tb/an

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