Autoridades negam que organização tenham recebido informações prévias sobre explosão que deixou 81 feridos

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou neste domingo que subiu para 23 o número de mortos em um ataque a bomba em sua sede em Abuja, capital da Nigéria, que aconteceu na sexta-feira. Anteriormente, a organização tinha informado que o atentado deixou 18 vítimas.

O grupo extremista islâmico nigeriano Boko Haram assumiu a autoria do ataque em um telefonema ao escritório da rede BBC na Nigéria. Autoridades participaram de uma cerimônia solene no local do ataque neste domingo e visitaram alguns dos 81 feridos em hospitais.

Autoridades da ONU visitam feridos em ataque internados em hospital de Abuja
AP
Autoridades da ONU visitam feridos em ataque internados em hospital de Abuja

O chefe de segurança da ONU, Gregory Starr, negou que a organização tenha recebido um aviso sobre a explosão antes de ela acontecer. "Recebemos muitas ameaças ao redor do mundo, algumas informações gerais", disse. "Mas não, nenhum aviso."

A explosão aconteceu às 11h do horário local (7h de Brasília) de sexta-feira. Segundo testemunhas, um carro-bomba explodiu em local próximo ao prédio de quatro andares que abriga os escritórios de 26 agências humanitárias da ONU. O primeiro andar foi gravemente danificado pela explosão.

O prédio da ONU está localizado no mesmo distrito onde ficam a Embaixada dos EUA em Abuja, além de outras representações diplomáticas.

Em comunicado, o governo brasileiro condenou o atentado e expressou "profundo pesar e solidariedade ao Secretariado da ONU, aos funcionários da Organização na Nigéria e seus familiares". O Brasil também reiterou "seu repúdio a todas as formas de violência, praticadas sob qualquer pretexto".

A Nigéria, que é rica em petróleo, enfrenta uma crescente ameaça terrorista. O país tem uma população de 150 milhões e está dividido em um sul majoritariamente cristão e um norte muçulmano.

No início de agosto, o comandante americano de operações militares na África, Carter Ham, disse que o Boko Haram poderia estar se aliando a grupos ligados à Al-Qaeda para coordenar ataques na Nigéria.

Ban afirmou que enviados da ONU à Nigéria terão uma reunião com o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, para analisar o caso e definir questões sobre a investigação.

Com AP e BBC

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