Sobem em 10% os haitianos que tentam atravessar para R.Dominicana

Genebra, 15 jan (EFE).- A Organização Internacional de Migrações (OIM) afirmou hoje que foi registrado um aumento de 10% no número de haitianos que tentam atravessar para a República Dominicana e que estes são principalmente pessoas que tentam passar com familiares feridos.

EFE |

Este aumento foi notado, principalmente, no cruzamento de fronteira de Jimani, afirmou o porta-voz da OIM em Genebra, Jean-Philippe Chauzy, que mencionou que, nessa área, há um hospital do lado dominicano.

No entanto, afirmou que "não é um movimento em massa de pessoas".

Chauzy afirmou que "não há evidências de situações similares em outros cruzamentos de fronteira" e que, por exemplo, os responsáveis de migrações em Dajabon e Pedernales afirmaram que, em suas áreas, tudo está calmo.

O presidente dominicano, Leonel Fernández, acredita que a concentração da maior parte dos danos por causa do terremoto em Porto Príncipe é um fator que minimizaria um eventual fluxo migratório em massa para a República Dominicana.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente do número do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil". EFE is/an

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