Sobe para sete total de vítimas do massacre de Liege

Jovem de 20 anos que estava entre os feridos por atirador, morreu nesta sexta-feira

iG São Paulo |

A morte de um jovem estudante de 20 anos nesta sexta-feira, após permanecer dez dias em coma, eleva a sete o número de vítimas do massacre de Liege, no leste da Bélgica. A tragédia provocou grande comoção no país. Nordine Amrani, belga de 33 anos com uma ampla ficha criminal, semeou o pânico no dia 13 de dezembro em uma movimentada praça de Liège ao abrir fogo de maneira indiscriminada contra os transeuntes, antes de se suicidar com um tiro na cabeça.

Leia também: Atirador de Liege tinha longa ficha criminal e era aficionado por armas

Na praça Saint-Lambert, a principal da cidade, onde fica o palácio da Justiça e um mercado muito popular, dois adolescentes, um de 15 e outro de 17 anos, foram mortos. Uma criança de um ano e meio foi levada ao hospital, mas não resistiu aos graves ferimentos.

De acordo com um funcionário do ministério, uma mulher de 75 anos, que ficou gravemente ferida no atentado, morreu durante essa madrugada. No dia seguinte ao atentado, a polícia encontrou o corpo de uma mulher morta com um tiro na cabeça na casa de Amrani. Segundo autoridades, ela era faxineira do atirador.

Mais de 20 feridos no ataque permanecem hospitalizadas.

O motivo do ataque seguido de suicídio permanece incerto, mas a polícia descreveu Amrani como um velho conhecido da Justiça, que possui uma longa ficha criminal, e um aficionado por armas.

Ele foi condenado em 2008 a cinco anos de prisão por possuir um numeroso arsenal pesado e por plantar maconha em sua casa - no total, ele tinha 9.500 peças de armas e uma dezena de armas completas, além de 2.800 plantas de maconha. Amrani também tinha antecedentes por roubo com violência e detenção ilegal.

O atirador não tinha qualquer vínculo com organizações político-militares e as autoridades descartaram que se tratasse de um atentado terrorista. Ele também nunca apresentou problemas psiquiátricos.

Segundo Abdlehadi Amrani, um ex-advogado do assassino, com quem não tinha maiores vínculos, o responsável pela tragédia era um homem que "se sentia perseguido pela polícia".

Liege realizará no próximo domingo uma concentração de luto e lembrança das vítimas, e o governo não descarta decretar um dia de luto nacional.

A Bélgica não é alheia aos ataques indiscriminados deste tipo, mas a ministra do Interior Joëlle Milquet afirmou que não são mais frequentes que em outros países europeus.

Em 2006, um jovem ultradireitista matou a tiros em Antuérpia uma menina de dois anos e sua babá africana, e causou ferimentos a um imigrante turco, antes de ser detido. E em 2009, um jovem matou a punhaladas duas crianças e uma funcionária de uma creche de Dendermonde.

Com EFE e AP

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