Sobe para dez mil número de mortos por terremoto na China

Pequim, 13 mai (EFE) - Os mortos pelo devastador terremoto registrado na segunda-feira em Sichuan, ao sudoeste da China, ultrapassam os dez mil, informaram fontes da central de socorro instalada pelas autoridades. O número supera em 1.500 as vítimas fatais anunciadas há algumas horas pelas autoridades da província de Sichuan, epicentro do terremoto, e que afetou mais as zonas urbanas, cujos moradores passaram a noite ao ar livre com medo de voltar aos edifícios.

EFE |

Durante a noite, muitas pessoas tentaram buscar seus pertences entre os prédios derrubados e o escritório sismológico provincial anunciou que na madrugada de hoje foram registrados mais de 1.800 tremores, alguns deles de até 6 graus de magnitude na escala aberta de Richter.

Além disso, a agência oficial "Xinhua" citou as autoridades da cidade de Shifang, próxima a Deyang, que anunciaram o vazamento de amoníaco em decorrência do desmoronamento de uma usina química e a morte confirmada de 600 pessoas, entre eles 81 estudantes.

Segundo fontes de organizações humanitárias presentes na zona, a população das áreas afetadas sofreu grande estado de ansiedade e quadros psicológicos perante a tragédia, assim como em muitas cidades, como Pequim, onde os edifícios de escritórios foram evacuados.

Cerca de 2.300 pessoas continuam soterradas em Deyang, sendo 920 estudantes, já que o centro educacional no qual estavam foi derrubado pelo tremor.

Em Anxian, distrito da cidade de Mianyang, 500 pessoas morreram no desmoronamento de suas casas, 85% em zonas rurais, como no distrito de Beichuan, cujas novas construções foram as mais afetadas, principalmente creches, escolas e institutos de ensino.

Os habitantes das zonas mais afetadas e próximas às montanhas também ficaram com medo do deslizamento de pedras.

O presidente da China, Hu Jintao, pediu a todas as autoridades locais para se esforçarem nos trabalhos de resgate e enviou à zona o primeiro-ministro, Wen Jiabao, para acompanhar de perto a evolução do desastre natural.

Logo após ser conhecida a tragédia, Hu, que é também secretário-geral do Partido Comunista da China (PCCh), presidiu uma reunião do Comitê Permanente do Comitê Central da legenda, que decidiu o envio às zonas afetadas de forças do Exército, Polícia, paramilitares e pessoal médico.

O terremoto é um dos piores sofridos pela China nas últimas três décadas e afetou as províncias de Shannxi, Sichuan, Yunnan e Gansu, assim como a Prefeitura de Chongqing, em uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados na qual vivem mais de 200 milhões de pessoas, mais de um décimo da população chinesa.

O oeste do país, zona de atrito das placas tectônicas indiana e asiática, experimenta com freqüência sismos de maior ou menor intensidade, mas em muitas ocasiões ocorrem em zonas pouco povoadas ou desabitadas.

O pior terremoto sofrido pela China nas últimas décadas foi o que em 1976 atingiu a cidade de Tangshan, cerca de 200 quilômetros ao sudeste de Pequim, de 7,8 graus de magnitude e que causou entre 240 mil e 280 mil mortos. EFE pc/db

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