(Aumenta número de mortos) Sydney (Austrália), 8 fev (EFE).- A descoberta de mais cadáveres aumentou hoje para 96 o número oficial de mortos nos incêndios que destruíram mais de 700 casas e arrasou milhares de hectares de florestas no estado de Victoria, no sul da Austrália.

A apuração policial de vítimas foi aumentando gradualmente ao longo das últimas horas, à medida que as equipes de resgate conseguiam chegar aos lugares atingidos pelas chamas, onde encontraram corpos carbonizados em carros e casas.

Já à noite, 30 incêndios continuam seu avanço em Victoria, sete deles sem controle e dois perto de áreas povoadas, enquanto, em Nova Gales do Sul, os bombeiros e voluntários combatem 53 frentes, entre elas nove incontroladas, mas nenhum próximo a zonas habitadas.

"O inferno, com toda sua fúria, visitou as boas pessoas de Victoria nas últimas 24 horas. É uma tragédia para a nação", disse hoje o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, que visitou a área no começo da manhã e anunciou um fundo de 10 milhões de dólares australianos (US$ 6 milhões) para as vítimas.

A capacidade de destruição dos incêndios foi algo nunca visto em uma região acostumada a lidar com os incêndios florestais durante o verão.

Evitar a chegada das chamas às áreas povoadas foi missão impossível para os milhares de bombeiros e voluntários mobilizados em todo o estado, devido aos fortes ventos, às altas temperaturas e ao tamanho do terreno afetado pelos incêndios.

O fogo atingiu as localidades de Marysville e Kinglake, enquanto foram registradas vítimas fatais em 18 municípios diferentes, de Bendigo até a região de Gippsland, 160 quilômetros ao sudeste da capital do estado.

O chefe do Governo de Victoria, John Brumby, que também visitou vários lugares afetados, avisou que a situação não é segura e pediu prudência aos moradores.

Brumby acrescentou que as condições meteorológicas do sábado foram as piores da história da Austrália e decidiu com Rudd o envio de efetivos do Exército para ajudar nos trabalhos de resgate.

Além do dinheiro do Governo, quatro bancos comerciais do país se comprometeram a entregar 3 milhões de dólares australianos (US$ 2 milhões) às vítimas, e centenas de pessoas anônimas realizaram doações a um fundo para os atingidos. EFE mg/an

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