(atualiza número de mortos e informações do agressor) Pequim, 12 mai (EFE).- Um homem de 48 anos matou hoje com uma faca sete crianças e dois adultos e posteriormente suicidou-se, no sexto ataque a menores em escolas e creches chinesas neste ano, informou a agência oficial de notícias "Xinhua".

(atualiza número de mortos e informações do agressor) Pequim, 12 mai (EFE).- Um homem de 48 anos matou hoje com uma faca sete crianças e dois adultos e posteriormente suicidou-se, no sexto ataque a menores em escolas e creches chinesas neste ano, informou a agência oficial de notícias "Xinhua". O ataque aconteceu por volta das 8h pelo horário local (21h de terça-feira em Brasília), em uma creche da localidade de Nanzheng, no município de Hanzhong da província de Shaanxi (centro norte do país), informaram as autoridades locais. Identificado como Wu Huanmin, o homem atacou crianças e professores com uma faca de açougueiro, segundo comunicado do Governo local. Ele matou cinco meninos, duas meninas e uma professora chamada Wu Hongying e a mãe desta, que morreu depois no hospital. Além disso, outras 12 crianças e um adulto ficaram feridos, embora a agência estatal chinesa tenha informado anteriormente que esse número chegaria a 20. Dois dos menores hospitalizados estão em situação grave. O homicida retornou à sua casa após os assassinatos e se matou ingerindo veneno. Ainda não se sabe quais os motivos da violência. O fato aconteceu apesar do aumento da segurança nas escolas de todo o país, em resposta à onda de ataques a estudantes. A série de agressões começou no dia 23 de março, quando Zheng Minsheng, um cirurgião que tinha perdido seu trabalho e sua namorada, matou oito crianças a punhaladas e causou ferimentos em outras cinco na porta de um colégio na província sudeste chinesa de Fujian. Zheng foi condenado à morte, e no mesmo dia de sua execução, 28 de abril, outro homem armado com uma faca feriu 16 crianças e um professor na província sulina de Cantão. Um dia depois, outro homem feriu com arma branca 29 crianças e três adultos em um jardim de infância da cidade de Taixing, na província oriental chinesa de Jiangsu. Passados mais dois dias, em 30 de abril, cinco crianças e um professor ficaram feridos quando um homem os atacou com um martelo, para depois se matar em um jardim de infância na província de Shandong (leste da China). Antes, em 13 de abril, outro homem, armado com uma faca de cozinha, atacou crianças e adultos em uma escola de Sichuan (sudoeste), causando a morte de um menor de idade e uma mulher e ferindo outros três estudantes. Os incidentes, causados todos por homens de 30 e 40 anos, dispararam o alarme entre os pais de toda China, e por isso, desde 4 de maio há mais guardas de segurança trabalhando nas portas dos colégios. Em algumas regiões do país foi pedido a policiais e guardas alocados junto a escolas que "disparassem para matar" diante de qualquer suposto atacante. Especialistas chineses começaram a assinalar que a terrível onda de ataques poderia ter base na pressão social causada pela rápida mudança econômica e de costumes no país, embora também possa ser "efeito cascata" por causa da aparição dos fatos na imprensa. EFE mz-abc/dm

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