TÓQUIO - Nove pessoas morreram e cerca de 200 ficaram feridas em conseqüência do terremoto que atingiu este sábado uma ampla zona do nordeste do Japão, enquanto continua a busca de 13 desaparecidos, informaram neste domingo as autoridades locais.

AP
Resgate busca vítimas em hotel que desabou
Foram resgatados os cadáveres de três das sete pessoas que ficaram presas em um hotel situado perto de um balneário em Kurihara, na província de Miyagi, que ficou parcialmente destruído após o terremoto, segundo a agência local de notícias "Kyodo".

Cerca de 1.200 pessoas, algumas pertencentes às Forças de Autodefesa nacionais, continuam hoje os trabalhos de busca por outros 13 desaparecidos nas zonas mais atingidas pelo terremoto, de 7,2 graus na escala Richter.

O terremoto, cujo epicentro foi localizado a 8 quilômetros de profundidade, ocorreu às 8h43 deste sábado (20h43 de Brasília da sexta-feira), e foi sentido com intensidade em áreas das províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima, na ilha japonesa de Honshu, mas não houve a emissão de um alerta de tsunami.

O terremoto causou também grandes danos em infra-estruturas como estradas e pontes das áreas montanhosas das províncias de Miyagi, Iwate e Akita.

Os serviços de trem de alta velocidade (Shinkansen) das linhas Akita e Tohoku foram retomados hoje cedo, segundo a companhia ferroviária.

O ministro japonês encarregado da prevenção de desastres, Shinya Izumi, visitou hoje as áreas atingidas pelo terremoto, onde as autoridades locais pediram que o Governo japonês considere este terremoto como um "desastre grave", segundo a "Kyodo".

As subvenções oficiais para a reconstrução são maiores quando há "desastres graves".

Os imperadores japoneses, Akihito e Michiko, expressaram suas condolências pelas vítimas do terremoto enquanto assistiam a uma cerimônia de plantio de árvores em Kitaakita, província de Akita, próxima à zona atingida pelo terremoto.

"Espero que as pessoas possam retornar a suas vidas aprazíveis o mais rápido possível, já que ouvi que houve várias réplicas", disse Akihito, segundo a agência local de notícias.

O terremoto pôde ser sentido também na região de Kanto, onde fica Tóquio, a 350 quilômetros da zona afetada.

Trata-se do terremoto mais forte a atingir o Japão desde o ocorrido em agosto de 2005, que também teve magnitude de 7,2 na escala Richter e de 6 na escala japonesa, que vai até sete pontos.

O Japão se encontra sobre uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo. O terremoto mais grave ocorrido em anos recentes foi em Kobe (oeste do país) em 17 de janeiro de 1995, com uma magnitude de 7,3 graus na escala Richter, e deixou mais de 6.000 mortos.

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