Sobe para 8 o número de mortos em confronto na Faixa de Gaza

(atualiza com novo número de mortos e feridos). Gaza, 14 ago (EFE).- Oito palestinos morreram e pelo menos 46 ficaram feridos em confrontos registrados na Faixa de Gaza entre a Polícia do movimento islâmico Hamas e um grupo radical ligado à organização terrorista Al Qaeda, informaram à Agência Efe fontes médicas e de segurança.

EFE |

Entre os feridos, há pelo menos três crianças, segundo fontes policiais.

O incidente aconteceu na tarde desta sexta-feira nos arredores da mesquita de Iben Taymeya, na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza e na fronteira com o Egito.

Os confrontos começaram logo após o fim das orações da sexta-feira (dia sagrado muçulmano), quando policiais do Hamas cercaram a mesquita depois que o xeque Abdelatif Moussa, líder espiritual do grupo islamita radical sunita Khund Ansar Allah ("Os Guerreiros de Deus"), ligado à Al Qaeda, declarou o estabelecimento de um emirado islâmico em Gaza, explicaram testemunhas à Efe.

Moussa, também conhecido como Abu Nour al-Maqdisi, criticou durante as orações na mesquita o Hamas por não implementar a sharia (lei islâmica) e anunciou que seu grupo está realizando esforços para impô-la.

"Após confiar em Alá (Deus) e levando em conta as razões para a vitória e a consolidação, declaramos o nascimento de um novo emirado islâmico ao lado da santa Jerusalém", disse Moussa aos fiéis.

"Faço um apelo aos milicianos das Brigadas Qassam para que se unam a nós", disse Moussa, advertindo que se o Hamas e seu Governo não implementarem a sharia no território palestino "se transformarão em um partido islâmico fraco".

Segundo as testemunhas, a Polícia do Hamas rodeou a mesquita e deteve durante um tempo Moussa e seus seguidores.

Mais tarde se iniciou um confronto armado entre a Polícia e os milicianos da Jihadi Salafi, ao qual seguiu uma troca de fogo no qual foram lançadas várias bombas no bairro de Al Barazil, no oeste da cidade.

Segundo fontes policiais, as forças do Hamas demoliram à tarde a casa do xeque Moussa, atualmente em paradeiro desconhecido.

Na manhã de hoje, o líder do Hamas e ex-primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP) Ismail Haniyeh negou as acusações de Israel de que grupos extremistas islâmicos estrangeiros operam na Faixa de Gaza.

"Não há nenhuma organização fanática estrangeira em Gaza que atue contra os americanos", assegurou Haniyeh, acrescentando: "Gaza não precisa de homens, temos os nossos". EFE sar-aca/ma-bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG