(atualiza com novo número de vítimas e acrescenta novas explosões) Nova Délhi, 6 abr (EFE).- Pelo menos sete pessoas morreram hoje e 50 ficaram feridas após a explosão de três bombas em diferentes pontos do estado indiano de Assam, no nordeste do país, informaram fontes policiais.

Citado pela agência "Ians", G.P. Singh, subinspetor da Polícia regional, explicou que sete pessoas morreram e outras 45 ficaram feridas quando uma bomba colocada em uma motocicleta estacionada em uma movimentada zona comercial explodiu em Guwahati, a principal cidade de Assam.

O atentado ocorreu às 14h locais (5h30 de Brasília) no bairro de Maligaon, situado nos arredores do município.

Segundo uma fonte policial citada pela agência "PTI", logo após a explosão houve um incêndio que atingiu um edifício de três andares no qual existe uma delegacia.

Duas horas mais tarde, uma segunda bomba explodiu no município de Dhekiajuli, a cerca de 150 quilômetros ao norte de Guwahati, e deixou quatro pessoas feridas.

Já no distrito de Karbi Anglong a explosão de uma terceira bomba fez dois feridos.

As autoridades suspeitam que o grupo separatista Frente Unida para a Libertação de Assam (Ulfa, em inglês), que constantemente comete atentados na região, está por trás destes ataques.

Os feridos foram levados a um hospital próximo para receber atendimento médico.

As explosões ocorrem um dia antes da visita do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, a Assam para realizar um comício eleitoral por ocasião das eleições parlamentares indianas, que começam na semana que vem.

O pleito, que se divide em cinco fases durante quase um mês, ocorrerá em Assam nos dias 16 e 23 de abril.

No dia 30 de outubro do ano passado, 67 pessoas morreram e mais de 360 ficaram feridas após uma sequência de explosões registradas em várias localidades de Assam, entre elas a cidade de Guwahati.

Além do Ulfa, cerca de 20 grupos armados separatistas atuam espalhados por Assam e por outros estados do nordeste da Índia.

A população desta região apresenta importantes diferenças étnicas e culturais com o resto da Índia. EFE mb/bba

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