Sobe para 64 o número de mortes por gripe no México

México, 14 mai (EFE).- O número de mortes confirmadas no México pela epidemia de gripe suína aumentou para 64, quatro a mais que as anunciadas na quarta-feira, e os contágios passaram de 2,386 mil para 2,656 mil, mas a taxa de mortalidade continua em queda, informou hoje o ministro da Saúde mexicano, José Ángel Córdova.

EFE |

Em entrevista coletiva, o ministro disse que a doença causou a morte de 2,4% dos infectados, frente aos 2,5% informados na quarta-feira.

Córdova disse que, na quarta-feira, foi comprovado em laboratório um contágio com gripe registrado em 25 de abril no estado de Baixa Califórnia Sul, onde fica o popular destino turístico de praia de Los Cabos.

Com isso, 31 dos 32 estados do país já têm casos do vírus A (H1N1), com exceção do nortista Coahuila.

No entanto, o ministro disse na quarta-feira que 89% dos municípios do país (cerca de 2,5 mil) não apresentam casos da doença.

A gripe suína continua causando a morte no México de mais pessoas do sexo feminino (54,7%) do que masculino (45,3%), mas "está quase igualando a proporção entre mulheres e homens", disse o ministro.

De todas as vítimas, 59 apresentaram os primeiros sintomas da doença antes de 23 de abril, dia em que o México decretou o alerta sanitário, e só cinco mortos depois dessa data.

O ministro lembrou que a gripe suína já está presente em 33 países e que os Estados Unidos são a nação na qual se registrou mais pessoas doentes, seguidos pelo México.

O diretor-geral do Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS), Daniel Karam, disse que a rede de hospitais desse organismo de saúde pública atendeu 1,3 milhão de pessoas com diversos tipos de problemas respiratórios desde o início do alerta sanitário.

Karam ressaltou que "a população vai com mais decisão às clínicas e aos hospitais" do IMSS, o que significou "uma redução média dos dias de estadia hospitalar" dos pacientes com quadros de pneumonia.

Antes da epidemia, uma pessoa que apresentava um quadro de pneumonia podia passar até oito dias hospitalizado, mas, agora, "na média, as pessoas permanecem menos de dois dias, e começamos a observar casos que praticamente são ambulatórios", disse.

Karam também disse que entre os 280 mil médicos, enfermeiras e funcionários de apoio do IMSS no país, só 86 apresentaram sintomas da doença e entre eles, 15 foram hospitalizados, mas todos eles estão atualmente saudáveis e trabalhando. EFE jd/an

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